Portugal, Cristianismo e Budismo.

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Portugal, como país ocidental que é, e até devido à sua história, abraçou desde sempre o Cristianismo, sendo o Catolicismo a maioria religiosa do país, estando bem enraizada naquele que é o país do Milagre de Fátima. E é essa educação, esse sentido de religião que a maioria dos Portugueses seguem, e até mesmo aqueles que não são devotos ou praticantes regulares, reconhecem a importância de Deus no contexto local, religioso, dos hábitos e dos pensamentos. Por isso o Budismo, que ainda agora vai despertando mentes por cá, é visto por alguns como a imposição de um novo Deus, de uma novo forma de pensar religiosamente, e da criação de novos hábitos. Tenho de discordar neste ponto. Sendo que a maioria dos seguidores do Budismo foram de alguma forma educados como Cristãos, tal não invalida nem que deixem de ser Cristãos, nem que deixem de seguir os fundamentos básicos que o Budismo defende. Eu não vejo o Budismo como uma religião. Buda não era um Deus. Nunca reclamou ser um Deus. Nunca insinuou ser um filho de Deus. Nunca insinuou ser um Mensageiro de Deus. Foi um Homem que tudo fez para além do esforço humano para conseguir atingir o estado ideal de felicidade eterna , o denominado “Nirvana”. Os seus ensinamentos são puros, resultado do seu caminho, das suas dificuldades e do esforço de mostrar a sua própria luz, tão típica dos seres superiores de mente e alma. Só por ai cai a tentação de anular o Budismo e o Cristianismo e vice-versa. Há que respeitar os hábitos, os pensamentos e as tradições. O Budismo para mim sempre será uma Filosofia Positiva da Vida, que apregoa os actos, palavras e emoções que podem e devem mudar a face do Mundo para algo extraordinário e maravilhoso. Para que haja Paz, Harmonia e Equilíbrio. Por isso questões deste tipo não devem ser colocadas. As pessoas são livres de quererem  acreditar naquilo que mais desejam, sem que isso implique uma perda de crença ou de valor. Porque uma mente aberta cria novos horizontes, e ao termos essa mente aberta a tudo o que é de positivo, iluminado e de bem, só pode ser abraçado e não rejeitado.

“Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros” 

Citação: Dalai Lama

Autor do Texto: Paulo César 
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