Filmes para Inspirar a Vida.

Uma pequena de colectânea de filmes que podem já ter visto ou não, que tem uma lição, uma história, que nos irá inspirar sempre que precisemos. Porque as vezes necessitamos de histórias encorajadoras seja de força, amizade ou amor. Espero que sejam do vosso agrado !

Fabuloso Destino de Amélie

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Comédia francesa realizada, em 2001, por Jean-Pierre Jeunet, sob o título de Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain e protagonizada por Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz e Maurice Bénichou. O filme foi um estrondoso sucesso à escala mundial, principalmente entre o público juvenil, devido à qualidade do argumento e ao carisma que Tautou emprestou à sua personagem, Amélie, uma jovem infeliz e órfã de mãe que procura incessantemente um novo rumo na sua vida. Vive numa família disfuncional, dominada por um pai médico, que só reserva atenções para um anão de jardim. Empregada de mesa num café-restaurante em Montmartre, descobre na sua casa de banho uma caixa e decide entregá-la ao seu verdadeiro dono (Bénichou), que fica muito emocionado em reavê-la. Amélie ganha uma nova visão do Mundo e decide dedicar a sua vida a ajudar as pessoas que a rodeiam. Começa pelas suas vizinhas e clientes: a sua porteira, cujo marido fugiu de casa, e Georgette, uma vendedora hipocondríaca. Apaixona-se então por Nino (Kassovitz), empregado de uma sex-shop e coleccionador de fotografias abandonadas. O filme foi o mais lucrativo título francês de sempre, tendo sido nomeado para cinco Óscares da Academia.

 

Clube dos Poetas Mortos

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Neste filme dramático dirigido por Peter Weir em 1989, intitulado no original Dead Poets Society, a acção desenrola-se em finais dos anos 50 num prestigiado e conservador colégio interno, onde o Professor John Keating (Robin Williams) é contratado para leccionar a disciplina de Literatura Britânica. Entre os seus principais alunos, contam-se Todd Anderson (Ethan Hawke), um jovem extremamente tímido que vive obcecado pela ideia de ser tão bom como o seu irmão mais velho, que fora o melhor aluno da mesma instituição, e o seu colega de quarto Neil Perry (Robert Sean Leonard),extremamente popular e protegido pelo seu pai, um médico bem-sucedido. Num colégio onde a tradição, ordem e rigor são os principais lemas, Keating utiliza métodos pedagógicos revolucionários e pouco ortodoxos, incentivando os seus alunos a rasgar páginas de livros e a utilizar como lema de vida o “carpe diem”, argumentando que a vida é curta e é necessário aproveitá-la ao máximo. Desafiando o statu quo estabelecido, Keating provoca a fúria dos directores do colégio e dos pais, mas torna-se venerado pelos seus alunos, que descobrem a alegria juvenil de viver, recusando-se a ser objecto da vontade dos seus pais. Em homenagem ao professor, fundam o Clube dos Poetas Mortos, reunindo secretamente num bosque, onde travam conhecimento com obras de grandes mestres da literatura e privilegiam o desenvolvimento pessoal. Mas a tragédia bate às portas do colégio quando Neil se suicida devido à grande pressão do pai em impor-lhe uma escolha de carreira. Keating é responsabilizado pelo sucedido e é expulso da instituição. A par de Batman, este filme foi o maior êxito comercial de 1989, especialmente entre o público adolescente, que se identificou com o argumento assinado por Tom Schulman, que propôs uma visão existencialista sobre uma América conformista eque viu o seu esforço ser premiado com um Óscar, curiosamente o único que o filme venceu. O clímax do filme é, sem dúvida, a comovente cena final, quando os alunos de Keating, na sua aula de despedida, desafiam o sistema e recitam em coro o poema de Walt Whitman, Oh Captain, My Captain, escrito pelo poeta em homenagem a Abraham Lincoln.Outros pontos fortes são a partitura musical de autoria de Maurice Jarre e a direcção de fotografia a cargo de John Seale. Mas a figura máxima é Robin Williams, que assina aqui um desempenho portentoso, tendo recebido uma merecida nomeação para o Óscar de Melhor Actor como professor que combate uma visão de ensino tradicionalista e uma abordagem tecnicista e mensurável da literatura. A película recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Filme,tendo perdido para um filme mais politicamente correto, Miss Daisy (1989).

 

Condenados de Shawshank

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Filme realizado em 1994 por Frank Darabont e que contou com as interpretações principais de Tim Robbins, Morgan Freeman e de James Whitmore. Baseado num conto do célebre escritor Stephen King, The Shawshank Redemption (no seu título original), situa-se na década de 40. O bancário Andy Dufresne (Robbins) é injustamente acusado de ter assassinado a sangue-frio a sua esposa e o amante desta. Condenado a prisão perpétua, é conduzido à prisão de Shawshank, onde, apesar do seu temperamento pacato, consegue estabelecer amizade com um grupo de prisioneiros liderado por Red Boyd (Freeman). Devido aos seus conhecimentos financeiros, Dufresne chega a uma posição de destaque dentro da penitenciária, ganhando mesmo a confiança do sádico Director e dos guardas prisionais. Aos poucos, Dufresne utiliza o seu estatuto para melhorar um pouco as condições dos seus colegas, ao mesmo tempo que congemina um astuto plano de fuga. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme e Melhor Actor (Freeman), a obra não venceria qualquer prémio, embora tenha merecido as melhores referências da crítica e do público, devido à qualidade do argumento e da versatilidade interpretativa dos actores principais.

 

Lista de Schindler

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Longa-metragem a preto e branco (à excepção de um pormenor e da secção final), realizada por Steven Spielberg em 1993, Schindler’s List centra-se na actuação do industrial Oskar Schindler durante o Holocausto. O filme foca a evolução da personagem principal que, surgindo, no início como um oportunista, sofre uma transformação ao assistir a um ataque nazi ao gueto judeu de Varsóvia e acaba retratado como um herói que salvou centenas de pessoas do extermínio. Ao longo do filme, Schindler perde a sua ambiguidade inicial e assume verdadeiramente uma condição de líder, carismático e benemérito. Para além disso, A Lista de Schindler é a mais notável reconstituição cinematográfica de uma experiência dramática da História recente da Humanidade. Embora a figura central do filme seja Schindler e uma intenção óbvia da obra seja prestar-lhe homenagem, a realidade documentada é mais vasta: é a própria vivência do Holocausto, tanto da parte das vítimas como da parte dos carrascos. Esta amplitude do filme é, em parte, devida ao excelente trabalho dos actores, com destaque para Ben Kingsley (que representa Yitzhak Stern, o judeu que é o braço-direito de Schindler e aprende a respeitá-lo e a prezá-lo), Ralph Fiennes (que faz de Amon Goeth, o comandante do campo de concentração, caracterizado pela crueldade e pela arbitrariedade dos seus atos) e Embeth Davidtz (Helen Hirsch, a judia por quem o comandante nazi inconsideradamente se apaixona). O papel principal é desempenhado por Liam Neeson que viu a sua carreira ser projectada com este papel, tendo inclusive recebido uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor. A película termina com uma sequência a cores, de poucos minutos, em que se assiste à homenagem sincera de figuras reais – nomeadamente alguns dos sobreviventes do Holocausto retratados na história de Schindler, aos quais se junta o realizador em pessoa – depositando, à maneira judaica, pedras na sepultura do seu benfeitor. A película foi a grande vencedora da Noite dos Óscares, tendo recebido um total de sete galardões nas categorias de Melhor Filme, Realizador (Spielberg), Argumento Adaptado (Steven Zaillian), Direção Artística (A. Starski), Fotografia (Janusz Kaminski), Montagem (Michale Kahn) e Banda Sonora (John Williams).

 

Forrest Gump

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Grande êxito de bilheteira, este filme de Robert Zemeckis valeu a Tom Hanks o seu segundo Óscar para Melhor Actor. A história de Forrest Gump, um atrasado mental com um Quociente de Inteligência de 75, apaixonou as plateias pela candura, optimismo e simplicidade da personagem. A acção do filme desenrola-se entre as décadas de 50 e 80 e, durante o seu percurso de vida, assistimos a rocambolescos acontecimentos: Forrest Gump a ensinar a Elvis Presley o seu gesto característico de menear a anca; a tornar-se uma fulgurante vedeta do futebol americano; a apertar a mão a John Kennedy enquanto se queixava da necessidade de urinar; a promover o movimento hippie; a denunciar à polícia o que esteve na origem do escândalo Watergate; a salvar vidas na Guerra do Vietname; a criar o boneco Smile; a montar um empreendedor negócio de pesca de camarão e a assistir à morte da sua melhor amiga e eterna amada (Robin Wright), vítima de Sida. Assim, através de uma mera sucessão de coincidências, o público assistiu de uma forma aligeirada aos momentos mais marcantes da História contemporânea dos Estados Unidos da América. Tom Hanks foi bem secundado por actores como Sally Field (no papel de sua mãe), Robin Wright ou Gary Sinise, nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário pela sua personagem de Dan Taylor, um veterano de guerra a quem Gump salvara a vida e que, como seu sócio, voltou a adquirir o gosto pela vida. O filme seria premiado com seis Óscares, nas categorias de Melhor Filme, Realizador, Actor Principal, Argumento Adaptado, Montagem e Efeitos Visuais. A personagem de Forrest Gump assemelhou-se muito à do jardineiro Chance, personificada por Peter Sellers no filme Being There (Bem-Vindo, Mr. Chance, 1979).

 

À Procura da Felicidade

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Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de acções, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.

 

A Vida é Bela

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Filme de grande sucesso mundial realizado em 1997 por Roberto Benigni, ator e realizador italiano. Nos papéis principais encontram-se Roberto Benigni (Guido), Nicoletta Braschi (Dora) e Giorgio Cantarini (Giosué). Guido é um jovem rústico que vem para a cidade com um amigo para se empregar como criado de mesa. Conhece e apaixona-se por Dora, uma professora que se encontra noiva dum fascista . Gradualmente, consegue conquistar o coração daquela a quem chama principessa, muito devido à sua espontaneidade, sentido de humor e romantismo. Numa noite em que vê o seu tio (Giustino Durano) ser ameaçado por antissemitas, Guido enche-se de coragem e rapta Dora com o consentimento desta. Casam-se e geram um filho, Giosué. Cinco anos depois, vivem humildemente como donos duma pequena livraria. Devido ao facto de serem judeus, Giosué, Guido e o seu tio são presos e levados para um comboio que os conduzirá para um campo de concentração. Como não deseja separar-se da sua família, Dora sacrifica-se e embarca no mesmo comboio. Para evitar que o filho se aperceba dos horrores do campo de concentração, Guido cria todo um mundo de fantasia, explicando-lhe que estão num campo de férias e que toda a situação é um jogo com um prémio final original: um tanque de guerra. Este foi um dos filmes mais lucrativos de 1997, tendo gerado alguma controvérsia por ter tratado de forma ligeira e mordaz o Holocausto. Escrito, realizado e protagonizado por Benigni, este foi o filme que permitiu a consagração internacional do italiano não só como um cómico versátil mas também como um hábil e imaginativo contador de histórias. Foi alvo duma grande campanha de difusão nos EUA onde o filme foi bem aceite, muito devido aos três Óscares que venceu: Melhor Banda Sonora Original (composta por peças magistrais da autoria de Nicola Piovani), Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Ator para Roberto Benigni que suplantou inesperadamente o favorito Tom Hanks. Surpreendido, Benigni protagonizou um dos discursos de aceitação mais exuberantes da História dos Óscares. Da British Academy Awards recebeu os prémios para o Melhor Filme em Língua Estrangeira e o Melhor Argumento Original. No Festival de Cannes, atribuíram-lhe o Grande Prémio do Júri e a Palma de Ouro. No Festival Mundial de Cinema de Montreal, foi premiado com o People’s Choice Award. Para além destes prémios, foram-lhe atribuídos muitos outros que fazem de La Vita è Bella ( A Vida é Bela) um marco na história do cinema.

Pequena Miss Sunshine

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Little Miss Sunshine (Pequena Miss Sunshine é um filme norte-americano de 2006  dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris. O filme foi escrito por Michael Arndt e estreado por Greg Kinnear, Steve Carell, Toni Colette, Paul Dano, Abigail Breslin e Alan Arkin. Ele foi produzido com um orçamento de oito milhões de dólares, sendo gravado durante um período de trinta dias no Arizona e no sul da Califórnia. O filme trata de uma família nada convencional e mau sucedida que esquece suas diferenças para acompanhar a filha mais nova no concurso de beleza.

 

Invictus

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Depois de passar vinte e sete anos de sua vida em uma prisão, Nelson Mandela (Morgan Freeman) é solto e eleito presidente da África do Sul.No seu primeiro dia de mandato, ele se depara com todos os funcionários brancos de seu gabinete arrumando suas coisas para ir embora, achando que seriam demitidos. Para eles, um presidente negro só poderia confiar em pessoas da sua cor. Mandela causa surpresa a todos quando pede que os funcionários brancos fiquem. Logo depois, o chefe da segurança pessoal de Mandela recebe para trabalhar com ele uma equipa de agentes brancos, que logicamente são mal recebidos. Mandela mantêm também esses agentes brancos, unindo assim as duas raças na sua equipa de trabalho. Consciente de que seu país continua sendo racista e economicamente dividido, sua meta é acabar definitivamente com essa separação em toda a África do Sul. Com a proximidade da Copa do Mundo de Rugby – desporto muito popular entre os sul-africanos – que irá acontecer pela primeira vez no país, Mandela vê no desporto uma possível solução para unir toda a população. O plano de Mandela é unir negros e brancos por um mesmo ideal, incentivando a equipa para que seja campeão, Essa tarefa parece impossível, pois de um lado está a parte negra da população, querendo o fim da equipa que para eles ainda representa o Apartheid. Do outro a parte branca, que está bastante desacreditada na equipa que colecciona derrotas. Mandela então convida para uma reunião, o capitão da equipe de rugby, François Pienaar (Matt Damon) e com o incentivo de Mandela a equipe resgata sua auto-estima, passa a vencer os jogos e consegue chegar a final da copa. E após um jogo muito difícil é campeã. O plano de Mandela deu certo, a África do Sul é só alegria, negros e brancos comemoram juntos.

 

Diário da Nossa Paixão

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Por de trás de um grande amor, existe sempre uma grande história.
Em jovens, Allie (Rachel McAdams) e Noah (Ryan Gosling), apaixonam-se profundamente durante um verão repleto de emoção e liberdade. O jovem casal rapidamente é separado pelos pais de Alice que insistem que Noah não pertence ao seu mundo. Vários anos mais tarde, eles encontram-se novamente e o amor que sentem inflama-se de novo, forçando Allie a escolher entre o amor e a sua classe social. Terá o amor força suficiente para vencer?

Décadas mais tarde, um homem (James Garner)) lê um caderno antigo para uma mulher (Gena Rowlands) que visita regularmente no asilo. Embora a memória dela esteja enfraquecida, pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele… E o milagre acontece.

Baseado no best-seller de Nicholas Sparks, O Diário da Nossa Paixão é uma história com uma força delicada e comovente, uma beleza surpreendente e arrebatadora.

 

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