Meditação num Instante

Meditar é esvaziar a mente. Em busca do auto-conhecimento, o não-fazer nos prepara para o que deve ser feito.

Se acha que meditação é coisa de monge de cabeça raspada, pode eliminar esta ideia já. Todos nós somos capazes de meditar, uma atitude que pode ser tomada em qualquer lugar, a qualquer hora, independente de termos ou não uma religião. Para embarcar nessa viagem fantástica, só duas coisas são exigidas: determinação e disciplina.Meditar não é reflectir

Antes de mais nada, esqueça a definição contida nos dicionários. Meditar não é reflectir, é esvaziar a mente. Os mestres orientais têm como fundamental ensinamento o saber ficar em silêncio, manter a mente vazia e buscar a sabedoria interior.

Pensar sem parar, falar continuamente e ficar todo o tempo fazendo alguma coisa produz ansiedade e nos afasta de nós mesmos. O silêncio desperta a alma, a mente vazia nos conecta com o Universo e o não-fazer nos prepara para o que deve ser feito.

Meditar é focar a mente, deixar as preocupações de lado, viver o aqui e o agora. Durante a meditação, a pessoa se conecta com o campo da pura energia, inteligência e consciência.

Segundo Deepak Chopra, médico de homens e de almas, “com a meditação, trazemos a sabedoria para nossa vida e nos aperfeiçoamos a cada momento. Devemos meditar num lugar tranquilo, duas vezes por dia, durante 20 minutos, se possível sentado no chão, com as pernas em posição de lótus e as mãos sobre os joelhos, respirando profundamente”.

Não imagine que isso aconteça de um momento para outro. Essa viagem exige disposição e leva um bom tempo. Nossa mente se divide em duas. Temos uma consciência dos sentidos – visão, audição, olfacto, paladar, tacto – e uma consciência mental, que envolve nossos processos intelectuais, os sentimentos e as emoções, a memória e os sonhos. Meditar é uma actividade da consciência mental. Domar a mente e trazê-la à compreensão da realidade.

Uma vez desenvolvido o estado meditativo, somos capazes de gerar esse processo a qualquer hora e em qualquer lugar. Agora, não se iluda: atingir o nirvana, levar o nosso cérebro ao paraíso, exige determinação e muita força de vontade.

No começo, conseguir focalizar a atenção no mundo interior não dura mais do que segundos. Um instante em que os neurónios desligam os mecanismos das funções visuais e motoras e a pessoa perde a noção do eu, sentindo-se expandida para além de qualquer limite.

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