Um lugar que faz eco – Osho

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O Amor não deveria ser exigente,senão, ele perde as asas e não pode voar, torna-se enraizado na terra e fica muito mundano.Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento. O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele. ele deveria estar presente, por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado. Se houver algum motivo nele, novamente o seu amor não poderá se tornar o céu. Ele está confinado ao motivo, o motivo torna-se a sua definição, a sua fronteira. Um amor não motivado não tem fronteiras: É a fragrância do coração. E o facto de não haver desejo de algum resultado não quer dizer que não haja resultados. Há sim, e eles acontecem mil vezes mais, porque tudo o que damos ao mundo retorna e ressoa. O mundo é um lugar que faz eco. Se atirarmos raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará. Mas, esse é um fenómeno natural, e não precisamos pensar sobre ele. Podemos confiar: isso acontece por si mesmo. Esta é a lei do Karma: Tudo o que semeia, colhe; tudo o que dá,  recebe. Assim, não há necessidade de pensar a respeito, é automático. Odeie, e será odiado; ame; e será amado.  É possível amar o mundo inteiro… O amor nunca deveria ser possessivo… Não deveria ser exclusivo, e sim inclusivo…Quando o amor é inclusivo, é capaz de reconhecê-lo como tal… Quando um amor é exclusivo,dedicado exclusivamente a uma pessoa, restringe tanto que acabará matando-o. Você estará destruindo sua infinitude… As pessoas deveriam amar… O amor não deveria ser apenas um relacionamento:deveria ser um estado do ser… E sempre que ama uma pessoa, através dela ama a todos…
Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra “perfeição” por “totalidade”. Não pense que tem de ser perfeito, pense que tem de ser total. A totalidade da-lhe uma dimensão diferente. Ame algo mais elevado, algo maior, algo no qual se perderá e que não possa controlar; pode ser possuído por ele, mas não pode possuí-lo. Então o ego desaparece, e, quando o amor não tiver ego, ele será prece. Se tinha que ser um dançarino, a vida virá por aquela porta, porque ela pensa que é um dançarino. Ela bate na porta, mas  não está lá; é um bancário. E como a vida vai saber que se tornou um bancário? Deus vem a si da maneira que ele quer que tu sejas; ele conhece apenas aquele endereço. Mas nunca é encontrado lá, está sempre em algum outro lugar, escondendo-se atrás da máscara de alguém que não é, com os trajes de alguém que não és tu, e usando o nome de alguém que não és tu. Como tu espera que Deus possa encontrar-te? Ele segue procurando por si. Ele sabe o seu nome, mas tu abandonaste aquele nome. Ele conhece o seu endereço, mas tu nunca moraste lá. Permitiste que o mundo te desviasse.

Osho

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