Estátuas de Buda renascem no Afeganistão.

Destruídos por fundamentalistas talibãs em 2001, os Budas de Bamiyan voltaram à vida virtualmente, graças a um super projector adquirido por casal chinês.

Apesar de o Vale de Bamiyan ser, actualmente, uma região quase na sua totalidade islâmica, situado a 230 quilómetros da capital afegã, Cabul, no passado foi um importante centro do budismo. Desde o século II d.C., o vale era habitado por um grande número de monges, que habitavam em mosteiros, e eremitas, que se refugiavam em cavernas, deixando uma rica produção religiosa e cultural.

Um dos grandes exemplos deste legado foram as enormes estátuas de Buda esculpidas na pedra, construídas no século VI e declaradas como património mundial da UNESCO.

Em Março de 2001, o regime talibã sinalizou as estátuas como ídolos, acabando por as destruir com o recurso a dinamite. Esta foi uma perda irreparável para a humanidade. Catorze anos depois, no início do mês de Junho, os monumentos puderam, novamente, ser admirados em tamanho real, com a ajuda de uma projecção 3D a laser.

Desolados com o ato de destruição, Janson Yu e Liyan Hu, um casal de aventureiros chineses, adquiriram um projector sofisticado, que permitiu que os Budas voltassem a ganhar forma. De acordo com o site NDTV, o casal pediu autorização ao governo afegão e à UNESCO para realizar um evento de uma noite, com direito a dança e música, que iluminasse as cavidades vazias onde os Budas estiveram por 1500 anos. Cerca de 150 pessoas estiveram presentes no espectáculo que, de acordo com o departamento local de protecção a relíquias culturais, deve se repetir, anualmente, no mês de Março, uma vez que o casal doou o equipamento às autoridades.

Eu acho que isso pode, pelo menos, dizer às pessoas que ali já existiu um lugar lindo, com uma cultura profunda e uma longa história. Nós esperamos que o uso da tecnologia de iluminação possa mostrar o nosso respeito à cultura e à história”, referiu Liyan Hu, em declarações ao canal televisivo chinês CCTV.

Recentemente, o Estado Islâmico tornou-se o inimigo número um dos patrimónios da humanidade, destruindo diversos sítios na Síria e no Iraque, e inclusive queimaram livros e manuscritos raros.

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