Carpe Diem

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Carpe Diem é uma expressão em latim que significa “Aproveite o momento”. Muitos estudiosos dizem que ela tenha surgido provavelmente de uma frase de Horácio, um filósofo e poeta romano: “Carpe diem quam minimum credula postero”, que significa: “Aproveita o dia, confia o mínimo no amanhã”

***

O presente é um presente. Vida é para ser vivida, sentida, celebrada. Adversidades. Muitas. Quem falou que seria fácil? Não, não é fácil. Mas é plenamente possível. Pode haver inúmeras dores inimagináveis e irremediáveis no mundo, mas nada deve ser tão devastador quanto desistir de si mesmo(a).

A vida é o instante presente. “Carpe Diem” é exactamente, aproveitar o momento de corpo, alma e coração.

Dentro desta perspectiva, podemos concluir que só pode colher quem plantou e nesse sentido, aproveitar o instante é saboreá-lo, é degustá-lo como fruta madura colhida do pé. A vida é já. E sendo assim, tudo na vida depende de como cada pessoa sente e pensa algo, do que decide fazer com o que sente, do que decide fazer com tudo o que lhe acontece, da formação do seu carácter, dos seus valores éticos e morais, do seu ponto de vista, do seu referencial, da importância que se dá ao que tem importância e como se lida com isso e da sua essência pura, da profundidade da sua alma, aquele lugar que ninguém vê e que cada pessoa resguarda para quem escolhe mostrar.

 Tudo na vida depende do “como” e não “do que”. Tudo na vida depende do “ser de verdade” e não do “parecer ser” ou “ter” ou ainda “parecer ter”. Tudo na vida depende do que cada pessoa é por dentro, da magia de dentro, do que se faz de dentro para fora e nunca o contrário. Tudo na vida depende de escolhas e de atitudes, porque no começo, meio e no fim de tudo, as escolhas e as atitudes são o que cada pessoa é, elas definem cada um e os distinguem inexoravelmente, em tudo o que existe na vida. Por isso, viva e plante boas sementes, faça escolhas das quais se possa orgulhar como se alguém algum dia pudesse escrever uma biografia completa de sua vida.

E que não se procure sempre entender a vida, os factos, os porquês, até porque, na maioria das vezes, ninguém vai entender mesmo, pelo menos a princípio, pois os factos, acontecimentos e tudo sentido e vivido só se ligarão mais  à frente. Sentir – depois de ter feito as devidas buscas de si mesmo(a), os devidos mergulhos, as devidas travessias por dentro de mesmo(a) e as necessárias descobertas e mudanças para pertencer-se a si mesmo(a) – é mais importante que entender. E viver é mais importante e maior do que tudo.

Tenha atitudes condizentes com as suas escolhas, com os seus sentimentos, com os seus pensamentos de modo a não precisar baixar a cabeça quando alguém lembrar de ti e de suas atitudes pela vida, mas principalmente, de modo que não precise baixar a cabeça para si mesmo(a), para tentar esconder os seus tropeções, pois tropeções são erros ou transformam-se em uma maneira do carácter se manifestar.

Um ou dois erros não definem carácter nem conduta de ninguém, pois errar é da própria condição humana e perfeitamente passível de reparações, conserto e principalmente o aprimoramento daquele que errou. Mas erros consecutivos, sem reparações e sem consciência dos mesmos, tornam-se deformação de conduta e uma maneira do carácter manifestar-se, pois passa a definir quem é a pessoa.

Viva para ligar-se consigo mesmo(a), para fazer a sua luz brilhar, para poder dizer sobre si, consigo mesmo(a) com orgulho e alegria sobre onde os seus pés estiveram – e se eles podem voltar pelos mesmos caminhos que trilhou para si e para quem convive ou conviveu consigo, sem se ferirem pelo que deixou na sua caminhada, pois, um dia talvez, tu mesmo(a) precise voltar pelas mesmas estradas – e qual caminho escolheu trilhar, porque no fim das contas, as questões e coisas e acontecimentos e tudo na sua vida nunca foi e nunca será entre si e ninguém. Tudo sempre foi, é e sempre será entre si e consigo mesmo(a).

Então, viva e pare de perder tempo com coisas que não fazem vibrar o seu ser de emoção, de alegria profunda, com coisas que não fazem tremer sua alma de felicidade pura. A vida é para ser vivida. Bem vivida. Amanhã pode ser tarde…

E pode não haver nada mais que se possa fazer… Que tal começar hoje, agora, neste exacto segundo? O segundo anterior já se foi… já é passado… Hoje, agora, já… é o momento em que pode fazer tudo o que o seu coração pedir de verdade.

Faça, mas faça bonito, pois a feiura não é da alma, é da lama. Aí, a escolha é sua. E faça hoje, agora. Este é o momento, por isso ele chama-se presente.

Está esperando o que?

Carpe Diem!

Obvius

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