O que foi a iluminação do Buda ? | Robert A.F. Thurman

Buddhist devotees carry candles while encircling a large Buddha statue is seen in this long exposure photograph during Vesak Day, an annual celebration of Buddha's birth, enlightenment and death, at a temple in Nakhon Pathom province on the outskirts of Bangkok May 17, 2011. This year marks 2600th anniversary of the Buddha's enlightenment. REUTERS/Chaiwat Subprasom (THAILAND - Tags: ANNIVERSARY SOCIETY RELIGION)

A iluminação do Buda não foi, primeiramente, uma descoberta religiosa. Não foi um encontro místico com Deus ou com um Deus. Não foi o recebimento de uma missão divina para espalhar a “Verdade” de “Deus” no mundo.

A iluminação do Buda foi, na verdade, uma experiência directa, exacta e ampla da natureza final e da estrutura total da realidade. Foi o cume dos ideais manifestos de qualquer tradição de exploração filosófica ou investigação científica de todos os tempos. “Buddha” não é um nome próprio; é um título, significando “desperto”, “iluminado” e “evoluído”. A iluminação de um buddha é uma omnisciência perfeita.

A mente de um buddha é o que teístas imaginaram como seria a mente de Deus: totalmente consciente de cada detalhe de tudo em um universo infinito, totalmente desperta para tudo — assim, por definição, inconcebível, incompreensível para a consciência finita, ignorante e egocêntrica.

Robert A.F. Thurman, em “Essential Tibetan Buddhism”. Tradução da newsletter Tricycle’s Daily Dharma, de 8 de novembro, 2006.

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