Macrobiótica, disse ela.

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A sua voz segura e alegre é das coisas que mais distingue Ana Galvão. No seu mais recente projeto, porém, a radialista da Antena 3 quer utilizar a sua voz, a sua experiência e o seu tempo, para dar a conhecer algo que mudou a sua vida: a alimentação macrobiótica.

“É uma alimentação mais adequada a cada pessoa, ao seu clima, à estação do ano e à sua atividade física”, explica a locutora. Ao contrário da alimentação vegetariana e da vegan, não proíbe as pessoas de comer carne e incentiva o consumo de cereais integrais, legumes, alimentos fermentados, algas, entre outros alimentos. Isto sem falar nas preocupações ambientais que tem em conta. Isto é, promove o consumo de alimentos locais e que tenham o mínimo impacto possível no meio ambiente.

Vegetariana desde 2000, mas ‘vítima’ de uma alimentação pouco regrada e carregada de açúcar, Ana chegou a esta dieta em desespero. Há cinco anos, esteve cerca de um mês com uma dor intensa de estômago. Sem nada a conseguir pôr cobro ao mal-estar – e com uma ida às urgências já na carteira -, falaram-lhe da alimentação macrobiótica e teve uma consulta com o diretor do Instituto Macrobiótico de Lisboa, Francisco Varatojo. “Pedi-lhe uma coisa para comer naquela noite, ao jantar, porque estava a morrer de fome e não conseguia comer nada. Ele disse-me para comprar millet. Comi, a medo, e não me aconteceu nada. Em dois dias, fiquei boa”.

Fascinada com os resultados, a locutora começou a navegar por este universo, mas para isso teve de pôr as mãos nas panelas. Literalmente. “Vivemos numa época em que cada vez se cozinha menos e eu era adepta disso. A rotina que tive que adaptar na minha vida foi tempo para cozinhar, para escolher os alimentos, e ganhei gosto pela cozinha”.

Uma dieta que implementou em sua casa, até com o filho, de seis anos. “O Pedro, de vez em quando, come carne. Quando ele vai a outros sítios, come o que houver. Curiosamente, este ano ele comia na cantina da escola e perguntou-me se podia passar a levar comida de casa. É uma questão de hábito”. E assegura que, ao contrário do que dizem as más línguas, é uma alimentação com sabor. “A prova é que estou casada com o Nuno Markl, que come muito mal e aprecia sabor, mas que come o que eu cozinho”.

Ainda assim, Ana, que está a tirar o curso de macrobiótica, assume que não é fácil a passagem para a alimentação macrobiótica, não só porque usa alimentos pouco recorrentes na comida portuguesa, mas também porque é mais dispendiosa. Um investimento que, garante, acaba por se tornar uma poupança noutros setores. “São alimentos que rendem muito e poupa-se na farmácia. A diabetes e o colesterol regularizam facilmente com a alimentação”.

Mas, para isso, defende que é necessária uma campanha exaustiva de sensibilização, ao estilo ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’. “Há um trabalho de comunicação e prevenção a fazer. Acho que isto passa por ser chata mesmo”. E foi precisamente com este ponto de partida que criou o seu blogue (anagalvao.pt). Uma página que permite dar a conhecer os meandros desta alimentação desconhecida para muitos, através de receitas, reportagens, conselhos, guias de compras, e ainda com um consultório ‘alimentado’ pelos conselhos de Francisco Varatojo.

Afinal, quando se converte uma casa, pode-se sempre sonhar em converter o mundo. “Eu inseri esta comida numa família que fazia uma alimentação dita normal e queria consciencializar as pessoas de que se continuarmos assim vamos rebentar com o planeta e connosco”.

Sol.

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One thought on “Macrobiótica, disse ela.

  1. Tinha gastrite, duodenite, colite, todos os “ites”, juntos ou separados.

    Curei-me com a dieta macrobiótica, meus filhos cresceram nela, somos sempre gratos.

    Gostar

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