Os Segredos do Sexo Tântrico

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O Tantrismo, de que actualmente tanto se fala, não é apenas mais um género de filosofia que tenha surgido recentemente. Uma mistura de ioga, meditação, budismo, caracteriza o tão badalado Sexo Tântrico.

Quem julga que após este artigo vai praticar sexo tântrico de um dia para o outro, engana-se! Primeiro porque o Tantrismo é uma arte, uma filosofia de vida, que não pode ser adoptada de um momento para o outro e, depois, porque o sexo tântrico não é tão simples como possa pensar. Requer tempo, aprendizagem e conhecimentos!

Nascido na Índia Medieval, o Tantrismo remonta a filosofias tão antigas como o Budismo. Praticado a partir do século IV, o Tantrismo é um ensinamento que tem vindo a ser passado de geração em geração, por via oral, do mestre para o seu discípulo. Aliás, talvez não seja por acaso que ‘Tantra’ significa exactamente continuidade, sucessão e desenvolvimento contínuo.

A energia é a palavra chave desta filosofia de vida. É necessário despertar a energia, elevá-la o mais alto possível, até atingir o seu expoente máximo, e depois aprender a dominá-la. Por isso, o Tantrismo eleva os impulsos e os desejos sexuais ao seu mais alto nível, aprendendo a geri-los e a dominá-los à vontade do ser humano, embora nunca sejam reprimidos, à excepção da ejaculação. Aqui, no sexo tântrico, a energia é materializada na mulher. Os corpos são puros, quase sagrados, idolatrados na sua essência e funções.

Para além do prazer, o Tantrismo defende a união sexual do homem e da mulher, em que a mulher representa Shakti, e o homem Shiva. Não se trata apenas da união de duas corpos que se fundem no acto sexual, mas também a fusão entre as duas forças do mundo: o homem e a mulher num sentido espiritual e sexual.

É esta ligação dos corpos que os fiéis do sexo tântrico apelidam como divina e única, o verdadeiro símbolo da criação e procriação de tudo o que nos rodeia. Nos dois corpos que se tornam uno está realmente o nascimento do universo, e a cada momento que os corpos se fundem celebra-se mais um momento de criação humana.

Na teoria tântrica a verdadeira importância da fusão dos corpos está centrada na energia. Esta energia está em todo o nosso corpo, fluindo por todos os locais energéticos que possuímos.

A nuca, os órgãos genitais a coluna, a testa e o estômago são os centro energéticos do corpo ou, em linguagem mais correcta, os chakras, pontos concentrados de energia. É ajudando a fluir melhor ainda essa energia e a recebê-la correctamente que os praticantes de sexo tântrico se centram. Mas, só é possível uma melhor fluidez da energia através de exercícios de meditação, respiração e concentração, que os levam a atingir um expoente sexual máximo e duradouro. Só assim é possível manobrar e controlar essas energias!

A mulher é quem rege as regras para que os corpos se fundam. O homem terá que lhe dar prazer, sem ejacular, concentrando-se o máximo possível no acto.

Controlando-se até à exaustão, o homem deverá conseguir aumentar o desejo à sua companheira e esta ajudá-lo a ele a conter-se. Indubitavelmente, é necessário uma grande concentração de ambas as partes, para que a fusão dos corpos dure uma hora, tempo médio dos praticantes de sexo tântrico, embora o tempo tenha a ver com uma questão de prática pois há mesmo quem consiga durar horas com o sexo tântrico. Os orgasmos podem durar 15 minutos, e a parceira fica sempre por cima ou à frente, pois é ela que controla sempre a situação.

Muitas das posições são características do reino animal e, por isso, muitas das posições do sexo tântrico remontam sempre para a incursão de animais nos nomes das mesmas. As técnicas de respiração, postura, concentração são indispensáveis para a prática do sexo tântrico, senão seria impossível ter o potencial de equilíbrio que os seus praticantes possuem. Além do mais, os músculos devem ser controlados.

A mulher deve contrair os seus músculos genitais durante 5 segundos e depois descontrair. Assim, a mulher pode ‘aprisionar’ o sexo masculino e depois libertá-lo um pouco mais, sempre que ela entender. A relação sexual é dominada por ela, mas sempre com o auxílio do homem.

A realização de sexo tântrico não é para uma ‘noite de engate’. O Tantrismo implica um conhecimento prévio da pessoa, das suas capacidades, e é necessário que haja uma grande intimidade entre eles para que seja possível controlarem as suas energias e concentrarem-se. Para os casamentos que caíram na rotina, o sexo tântrico é como um milagre trazido dos Deuses. A desinibição do casal é total, há uma maior cumplicidade e a alma e corpo de cada um é purificada pelas energias que fluem no corpo, mas que o casal aprende a controlar.

Para além de uma junção entre o sexos, existe acima de tudo uma forte actividade espiritual. O objectivo do Tantrismo é alcançar essa purificação e equilíbrio espiritual através do acto sexual, lento, demorado, mas totalmente controlado.

No Tantrismo não existem relações sexuais rápidas! Tudo é lento e implica a máxima concentração, técnica de respiração e relaxamento. Crie você e o seu companheiro um espaço para o sexo tântrico, com velas, música ambiente. Deixe estar a queimar incenso, tome um banho perfumado antes, e opte por travesseiros e um colchão confortável.

Tome uma refeição leve, com afrodisíacos, usem óleos aromáticos, e excluam posições nas quais a mulher se possa cansar. Um conselho: consulte pormenorizadamente o Grande Livro do Tantra!

Fonte: Mulher Portuguesa

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