Sobre a raiva e os seus antídotos | Chagdud Rinpoche

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PERGUNTA: É errado sentir raiva daqueles que são responsáveis pelas guerras, que matam tantas pessoas?

RESPOSTA: Um assassino é tão digno da nossa compaixão quanto a sua vítima. A morte da vítima gera um débito kármico. Por outro lado, o assassino está plantando as sementes para um sofrimento em enorme escala no futuro muito maior do que o de sua vítima e nem sequer se dá conta disso.

Com certeza, tanto a vítima quanto o assassino merecem a nossa compaixão.

Uma das maiores preocupações actualmente é alcançar a paz mundial, um fim pelo qual muitos grupos e pessoas batalham, uma actividade de intenções inteiramente nobres.

Todavia, se a agressão se faz presente, se estamos “lutando” pela paz, se um grupo diz ao outro “Não estão criando paz no mundo e por isso vamos nos livrar de vocês”, estaremos tão somente alimentando a raiva que deu origem à ausência de paz desde o início.

Em vez disso, precisamos desenvolver a compaixão e desejo de ajudar a todos os envolvidos.

O nosso empenho para criar paz no mundo dependerá de como nós, como indivíduos, reagimos às situações. Se expressarmos raiva, ódio, aversão e agressão, vamos apenas exacerbar o problema.

Portanto, é importante não só cultivarmos ideais nobres, mas também honrar esses ideais e os incorporar em todos os aspectos da nossa vida.

Chagdud Tulku Rinpoche no livro “Portões da Prática Budista”

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