Mãe Desnecessária | Dalai Lama

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A boa mãe é aquela que vai tornando-se desnecessária com o passar do tempo. Ouvi essa frase algumas vezes de um amigo psicanalista, e ela sempre me soou estranha.  Depois entendi que chega a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha imensa, para quem é mãe. (…) Todavia hoje essa verdade, é absolutamente clara para mim. 
Se eu fiz o meu trabalho como deve ser, então tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto deles não conseguirem ser autonomos, confiantes e independentes.
É permitir que eles estejam prontos para traçar o seu rumo, fazer as suas escolhas, superar as suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.  A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.  Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres.  Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. Dê a quem você Ama : Asas para voar. Raízes para voltar. Motivos para ficar.

 

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9 thoughts on “Mãe Desnecessária | Dalai Lama

  1. É pura realidade, e quem assim não agir, poderá ver algum filho dependente dos pais porque na devida altura não lhe foi ensinado a ” andar sozinho”. Gostei muito

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  2. É o cultivo do desapego, o caminho para a libertação. Nem nosso corpo nos pertence, quanto mais nossos filhos. E é talvez uma das formas mais puras de compaixão, dedicar a vida a alguém e estar sempre presente, mesmo sabendo que aquele ser não lhe pertence.

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  3. Tenho orgulho nos meus filhos, ensineios a voar mas quando é necessário estão comigo e eu com eles avida é assim nos fizemos o mesmo bjs

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