Cuca Roseta: Yoga todos os dias

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A cantora experimentou o yoga e nunca mais deixou de praticar, entranhou­ se como de uma necessidade básica se tratasse.

A irmã desafiou ­a para uma aula de yoga, mais físico, mais puxado, e a fadista ficou viciada. «Agarrou-­me completamente, é quase uma cura individual», diz.

Há dois anos e meio, o yoga tornou ­se uma prática que não dispensa, duas horas por dia, sozinha ou em grupo. Esteja onde estiver. Viaje para onde viajar. «É preciso muita disciplina, acordar de manhã e organizar a vida.» Mas vale a pena para desacelerar a frenética rotina de concertos, viagens e stress.

«É um encontro com o silêncio, com os nossos medos, com as experiências boas e más», acrescenta.

«O yoga dá-me o equilíbrio que preciso para aguentar este ritmo tão alucinante», garante. É uma coisa de pele. «Percebi que mudava a minha vida e o meu bem-­­estar. O meu corpo aprendeu a respirar. O yoga ajuda ­nos a respirar aquilo que vivemos.» Com tempo, com calma, com sossego. E quanto mais cansada, mais sente os benefícios a nível físico e emocional.

O yoga também despe a alma e a fadista precisa desses momentos inteiramente seus. «É um encontro connosco até de uma forma dura porque lidamos com tudo o que sentimos e vivemos – e nem todos estão preparados para esta solidão.» «É um encontro com o silêncio, com os nossos medos, com as experiências boas e más», acrescenta.

Duas horas logo de manhã e o dia segue com maior tranquilidade. Parar, respirar, seguir em frente. Sobretudo nas alturas de agenda preenchida como é o caso deste mês de março com concertos no CCB, em Lisboa, no dia 9, na Casa da Música, no Porto, no dia 17, e no Convento São Francisco, em Coimbra, a 29.

INSPIRAÇÃO PARA COMPOR
O yoga é mais do que um exercício que mexe com o corpo. Funciona também como um gatilho para a inspiração musical da fadista. Para imaginar, para escrever, para compor.

Créditos: Texto de Sara Dias Oliveira | Fotografia de Paulo Spranger/Global Imagens

 

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Candidato a melhor Professor do país usa Meditação e Yoga nas aulas

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Os professores portugueses podem concorrer pela primeira vez ao Global Teacher Prize, um concurso mundial que oferece um milhão de dólares ao docente que dê um contributo extraordinário à profissão e à comunidade. Na lista de candidatos está Sabino Soares, professor de Educação Física num bairro problemático de Olhão. Usou a meditação e o yoga para atenuar conflitos e os resultados estão a ser surpreendentes.

Budismo e a busca da Felicidade: “Foi como se tivesse chegado a casa”

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O budismo é uma religião não-teísta, que se debruça sobre as principais aspirações humanas. A felicidade é uma delas. Margarida Cardoso, responsável pelo Centro Budista do Porto, e Tsering Paldron, autora do livro “O Hábito da Felicidade”, explicaram a importância de uma felicidade genuína, duradoura, ao invés de momentânea.

A procura pela felicidade é uma das principais ambições humanas e tem especial importância para os budistas, que acreditam que esta deve depender de factores internos, nunca externos, porque não é possível controlá-los.

Tsering Paldron e Margarida Cardoso têm histórias de vida diferentes, mas com algo em comum, o budismo – mais do que uma religião, uma maneira de estar na vida.

Tsering Paldron nasceu em Lisboa e é budista há 44 anos. Em 1973, emigrou para a Bélgica, onde se cruzou com um Lama tibetano e se apercebeu que o budismo respondia às suas inquietações. Vinte e três anos depois, regressou ao país de origem e veio para o Porto, onde deu seguimento à carreira de professora, profissão que concilia com a escrita.

Para a escritora ser budista implica que se aceite a escolha feita e se aprenda a lidar com alguns hábitos mentais mais nefastos com os quais, por vezes, se convive há anos.

Margarida Cardoso é budista há 33 anos e, actualmente, é responsável pelo Centro Budista do Porto e pelo projecto Centro de Meditação Dhyana. Para além disso, é formadora e instrutora de meditação.

A professora iniciou o seu percurso no budismo quando se viu no meio de uma insatisfação na adolescência, de uma procura de respostas – que a satisfizessem – a questões que julgava fundamentais. “Porque é que há uns que sofrem tanto? O que é a vida? A morte?” Estas eram algumas das perguntas para as quais não encontrava conclusões que lhe fizessem sentido.

Margarida Cardoso contou que as coisas mudaram quando leu um texto budista pela primeira vez. “Foi como se tivesse chegado a casa”, concluiu.

Tanto Tsering Paldron como a responsável pelo Centro de Meditação Dhyana classificam o budismo como “uma religião não-teísta, que se debruça sobre as principais aspirações dos seres humanos”, como a busca da felicidade, que julgam não poder ser esquecida: “Todos procuram ser felizes. A questão também está em procurar o que é a felicidade duradoura, genuína”, diz Margarida Cardoso.

Mas o que é a felicidade para um budista?

Para um budista, a felicidade é “uma capacidade de usufruir do presente. É uma profunda empatia com tudo o que o rodeia – seres e natureza – e uma vida com sentido”, defendeu Tsering Paldron.

O budismo procura ensinar a alcançar a felicidade duradoura, “uma felicidade que não depende de factores externos, mas unicamente de nós mesmos”, continuou a escritora, que revelou que o livro “O Hábito da Felicidade” é para as pessoas que entendem isto.

“Parar é muito importante. As pessoas andam a correr. Têm de apreciar as coisas que estão à volta”

O livro é sobre a ideia de que “a felicidade é um hábito que se pode adquirir, cultivar e partilhar, embora necessite de condições para se desenvolver. Precisa de dedicação e empenho”, adverte Tsering Paldron.

Afirmar que a felicidade é uma escolha virou moda, na opinião da autora, que, apesar disso, frisou como “é fácil constatar que não basta carregar em um botão para sermos felizes para sempre”.

É preciso “uma higiene de vida” que facilita o processo já que “o corpo e a mente se sustentam mutuamente”. Segundo a professora budista, “temos de começar por reunir condições de vida mais saudáveis e harmoniosas”.

Margarida Cardoso explicou que a chave é encontrar “um equilíbrio, uma serenidade”, ao mesmo tempo que esclareceu que essa é também a principal dificuldade. “Como encontramos serenidade? Tem de haver escolhas pessoais. Parar é muito importante. As pessoas andam a correr. Têm de apreciar as coisas que estão à volta. Apreciar o presente”, desvendou.

“Pensar no passado, no que passou, impede-nos de desfrutar do que está a acontecer no momento, de usufruir mais da vida”, concluiu a responsável pelo Centro Budista do Porto.

Tsering Paldron e Margarida Cardoso concordam que a meditação é uma ajuda para alcançar a felicidade. Para a escritora, através deste método pode reconhecer-se os padrões de comportamento infelizes e substituí-los por outros mais positivos.

As pessoas nem sempre sabem o que é a meditação, revelou Margarida Cardoso. Trata “daquilo que somos naturalmente. É ir a esse lado intrinsecamente tranquilo e calmo, mas que também é altruísta e sábio”, explicou.

O problema, avançou a instrutora de meditação, é que as pessoas não sabem aquilo que são naturalmente. Margarida Cardoso explicou que é comum uma pessoa dizer que é ansiosa, mas sublinhou que ninguém “é ansiedade”.

“Não é possível, não somos ansiedade, mas estamos realmente confundidos. Apanhamos com tudo à nossa volta e desenvolvemos também hábitos”, expôs Margarida Cardoso. Ao mesmo tempo realçou a importância de “percebermos que não somos as nossas emoções”.

O budismo não se trata de “estar preparado para sofrer, mas sim de aceitar que há sofrimento”

As pessoas reagem de acordo com hábitos que estão nelas há muito tempo, por vezes, desde a infância, pelo que não é necessário trabalhar para ser algo que já somos, mas sim para deixar algo que não somos. “A meditação leva a este caminho de nos reconhecermos”, concluiu a responsável pelo Centro Budista do Porto.

A meditação não é, contudo, a única forma de atingir a felicidade, clarificou Tsering Paldron. No budismo existem “inúmeras ferramentas que nos permitem desenvolver os pensamentos e as emoções positivas que substituem naturalmente os negativos”.

O budismo e o sofrimento

O sofrimento é muitas vezes associado ao budismo, mas é este essencial para alcançar a felicidade? Margarida Cardoso pensa que não.

“Não considero que o sofrimento seja necessário, mas às vezes parece que funciona como uma forma de nos fazer agir e procurar outra coisa”, completa. A responsável pelo Centro Budista do Porto esclareceu que, em certos casos, “pode surgir como uma forma de fazer avançar, crescer. Leva a questionar sobre o que é essencial. Não quer dizer que seja para toda a gente”, explicou.

O budismo, contudo, não se trata de “estar preparado para sofrer, mas sim de aceitar que há sofrimento”, explicou Margarida Cardoso. No entanto, quem pratica desenvolve resiliência e tem mais paciência, porque sabe que há coisas que inevitavelmente vão acontecer, concluiu.

“O sofrimento pode tornar-nos pessoas melhores, mas não é necessariamente assim”, frisou Tsering Paldron. O sofrimento, uma vez superado, também nos pode tornar pessoas amargas e revoltadas. No entanto, se o aceitarmos abertamente também nos pode tornar melhores pessoas, adiantou.

De acordo com a escritora, uma aceitação do sofrimento implica reconhecer que algo não está bem e aceitar a dor permite “conhecê-la melhor e explorá-la nos seus diversos aspetos, vendo-a sob vários ângulos”.

Margarida Cardoso lembrou que, normalmente, “as pessoas não gostam da palavra aceitação, porque pensam nela como uma resignação. Têm a ideia de que não há acção, que se cruza os braços e não é o que acontece na realidade”.

“Na verdade, a não-aceitação é que cria bloqueio. A partir do momento em que aceito, isso pode dar inspiração”, rematou.

Fonte: Artigo original do JPN

Créditos: Maria Branca Ramos, Sofia de Brito, Filipe Rodrigues Ferreira, Patrícia Santos. Foto de Filipe Rodrigues Ferreira. Artigo editado por Filipa Silva. Artigo integra uma edição especial preparada sob a coordenação editorial de Joana Beleza aquando da sua passagem pela redacção do JPN como Editora por um dia.

A Verdadeira Mudança | Dalai Lama

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A base da mente altruísta de iluminação é um bom coração, uma mente bondosa, o tempo todo. Todos nós podemos nos beneficiar desse cultivo; não devemos ficar com raiva, diacutir e tudo mais. Quando as pessoas se comprometem em tais actividades, elas fazem isso devido a preocupações pessoais, mas na verdade estão apenas se prejudicando. Então, todos nós precisamos fazer tudo que pudermos para cultivar uma mente bondosa, um bom coração.

Não estou apenas explicando isso; eu também estou fazendo tudo que posso para praticar isso. Todo o mundo precisa fazer o que for possível, porque o tanto que conseguirmos praticar é o tanto que isso irá ajudar.

Se comprometer-se nessas práticas e ganhar experiência nelas, as suas atitudes e o modo como vê as outras pessoas vão mudar. Então, quando surgir um problema — que já apareceu antes — não vai reagir com a mesma irritação, não vai gerar as mesmas atitudes negativas.

Essa mudança não é algo externo — não é uma questão de fazer uma plástica no nariz ou adoptar um novo corte de cabelo. Acontece dentro da mente. Algumas pessoas conseguem lidar com os problemas, outras não conseguem; a diferença é a atitude interior.

A mudança advinda de colocar esses ensinamentos em prática vem devagar. Após algum tempo, podemos encontrar pessoas que nos dizem que mudamos — isso é um bom sinal, um sinal de que a prática tem sido efectiva.

Dalai Lama

Como fazer com que o “Mindfulness” resulte no dia a dia

Viver o momento parece ser o mantra deste ano, o que mostra que estamos finalmente a ganhar consciência da forma como vivemos. Reunimos várias dicas que ajudam a aplicar o “mindfulness” no dia a dia.

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Cresci a ouvir uma lengalenga que nem sabia bem o que significava mas que me fazia muito sentido – não lamentar o passado, não ansiar o futuro, viver apenas o presente. Era a conversa das nossas mães — e da minha que me dizia para não sofrer por antecipação — nos primórdios do “mindfulness” que estava ainda longe de ser uma palavra do momento. No início do ano, o site Pinterest partilhou que os pins para “viver o momento” tinham aumentado 464%, o que mostra um interesse cada vez maior neste tema, talvez porque estamos finalmente a ganhar consciência do quão desconectados estamos da vida presente.

E este é um sentimento provavelmente comum – perder demasiado tempo preocupado com eventos que vão acontecer no futuro ou a sofrer por coisas que aconteceram no passado. Acrescentando a isto o facto de que passamos o dia rodeados por distrações digitais e nem damos pela vida passar. Mas viver-se em piloto automático não é forma de estar. Como Vasco Gaspar, autor do livro Aqui e Agora disse, “se a minha cabeça está no passado ou no futuro, estou a perder a vida”.

Mas como é que podemos, afinal, adaptar esta capacidade de estar presente ao nosso dia-a-dia?

Quatro passos para estar presente no dia a dia

Leah Santa Cruz, professora de meditação e “mindfulness” e uma das profissionais do programa Mindsail, disse ao site Byrdie que há quatro pequenos gestos que podemos fazer no dia a dia e que nos ajudam a estar presentes:

  1. Meditar: é a melhor forma para “desligar” de tudo e treinar o cérebro a estar presente. E tem benefícios a longo prazo: melhora a concentração, a saúde física e cardíaca, reduz o stress e retarda o envelhecimento.
  2. Respirar: as técnicas de respiração são óptimas para momentos de ansiedade, mas Leah diz que a respiração consciente é uma boa forma de concentrar a energia e acalmar a mente, o que ajuda a ter uma respiração profunda e estável.
  3. Parar de pensar demasiado: estamos normalmente tão presos aos pensamentos que nos esquecemos de ver e viver o que está realmente à nossa frente. Leah diz que quando estamos a fazer algo, devemos concentrar-nos no que vemos, no que cheiramos ou provamos ou sentimos e no que está à nossa volta.
  4. Praticar a gratidão: sermos gratos pelas coisas que temos é uma forma de colocar os pés no chão. E quando refletimos sobre as coisas por que agradecemos, aproximamo-nos do presente. Experimente registar três coisas por que está grato todos os dias.

Fazer pausas dos telefones e das redes sociais

A maioria das pessoas está viciada nos seus telefones. Passamos o dia agarrados a eles, dependemos de mil e uma aplicações e até para falar com os nosso amigos usamos um chat ao invés de bebermos um café com eles no fim do dia de trabalho. Alexandra Frey, uma das fundadoras do The Mindfulness Project (que dá cursos e worshops) disse ao jornal The Telegraph que não são os telefones que são maus, mas sim o nosso comportamento compulsivo. Assim, não temos de deixar de os usar nem entrar numa espécie de detoxextremista em que os desligamos por completo, mas sim limitar o seu uso. Sempre que for pegar no seu telefone para ver o Instagram ou o Facebook pare para pensar se precisa mesmo de o fazer ou se está apenas a fazê-lo para se abstrair do que o rodeia. “Essa pausa cria um espaço entre o estímulo e a resposta e é nesse momento em que paramos para pensar que libertamos a mente”, explica.

Trocar os gritos por um momento de pausa

Um dos momentos mais comuns em que o “mindfulness” pode ajudar é nos serões com a família. E Alexandra Frey dá o exemplo de alguém a discutir com o pai e a ficar cada vez mais irritado e a reagir como toda a gente reage – a gritar. Podemos perceber que estamos irritados e escolher a raiva como resposta. Ou podemos escolher uma resposta diferente e, ao invés de gritar, baixar a voz e, com isso, fazer com que o pai também tenha de baixar a sua para ouvir. Estes são os novos caminhos que a prática do “mindfulness” ajuda a criar nas nossas vidas de acordo com Frey.

Tiffany Cruikshank, fundadora do Yoga Medicine explica que o “mindfulness” não é um objectivo mas sim uma forma de estar que nos ajuda a alcançar os objectivos. Assim, não é o “mindfulness” que faz com que já não tenhamos vontade de gritar com o nosso pai mas sim uma forma de percebermos que gritar não resolve nada no momento.

Não ter expectativas

Uma das coisas que mais ansiedade cria são as expectativas que colocamos no futuro e isso faz com que não consigamos apreciar o presente. Tiffany Cruikshank diz que o “mindfulness” ajuda exatamente a libertar desta ânsia em controlar o futuro. “Temos que nos libertar dos planos e realmente apreciar o momento como ele está sem ter que o corrigir ou esperar que seja diferente”, explica. Com a prática e com o tempo, vai poder começar a ver diferenças na sua vida e o impacto que esta forma de viver tem.

Aplicar o “mindfulness” no trabalho

Muito se tem falado sobre os benefícios do “mindfulness” no trabalho. Mas esta ideia do estar presente no momento também significa que não se pode preocupar com o que vai acontecer amanhã nem concentrar-se na reunião que correu mal ontem. A revista Forbes diz que mudar este “chip” faz com que se consigam tomar melhores decisões, diminui o stress e também melhora a criatividade, o foco e a produtividade. E dá quatro exercícios simples, idênticos aos do dia-a-dia mas aplicados no trabalho:

  1. Crie um mantra para si próprio: não espere até ligar o seu computador para se concentrar. Comece a sua manhã com uma mensagem positiva ou um mantra e repita-o para si durante o dia. Pode ser qualquer coisa como: “Eu sou forte e sou capaz” para se conseguir manter calmo e focado antes de uma grande apresentação ou reunião. Tem de se perguntar a si próprio como é que quer estar no mundo e a partir daí crie os seus mantras diários para lá chegar.
  2. Concentre-se na sua respiração:acalmar a respiração vai colocá-lo num estado calmo e é algo que pode fazer em qualquer lugar. Basta concentrar-se em cada inspiração e cada expiração. Experimente este exercício fácil: respire profundamente pelo nariz durante três segundos, prenda a respiração mais três segundos e expire pela boca noutros três segundos. Repita algumas vezes. Isto acalma a mente e alivia o stress.
  3. Faça uma pausa para o almoço: e uma pausa significa afastar-se da sua secretária, dar uma volta, relaxar e esquecer o trabalho durante meia hora. Fazer uma pausa deliberada e afastar-se do trabalho é uma forma consciente de melhorar a sua concentração e reduzir a quebra que dá depois do almoço.
  4. Escreva uma nota de gratidão: antes de sair do trabalho, anote pelo menos uma situação positiva que tenha acontecido durante o dia e pense porque o deixou feliz. Isto treina o cérebro para se concentrar no positivo e aumenta a força mental para enfrentar o dia de amanhã ainda com mais resiliência.

Observar o dia a dia

Todos conduzimos em piloto automático a cantar, a pensar na vida, no trabalho, nos filhos, nos exames e em mil e uma coisas. Mas uma das formas mais simples de começar a incutir o “mindfulness” na sua vida é encontrar uma forma de se conectar com tudo aquilo que está à sua volta. E podem ser coisas simples: as sensações do seu corpo enquanto lava os dentes ou a loiça ou enquanto anda na rua ou vai no comboio para o trabalho. Qualquer coisa serve, desde que seja algo que faça todos os dias com regularidade. Escolha, por exemplo, duas tarefas que faz no dia a dia e enquanto as fizer desligue dos pensamentos, concentre-se naquilo que está à sua volta e faça disso uma rotina.

“As pessoas dizem que o “mindfulness” faz no cérebro aquilo que o ginásio faz no corpo. Por outras palavras, não podemos ir uma vez ao ginásio e esperar ter bíceps incríveis”, conclui Alexandra Frey.

Portal do Budismo com Observador/Helena Magalhães

Nova estátua gigante de Buda promete atrair público.

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A nova estátua, em pré-estreia, maior do que a de Kamakura, tem 12 metros de altura e se contar a base, 18 metros. Saiba por que foi construída e onde fica.

A nova estátua gigante de Buda que está prestes a ser apresentada para o público pode tornar-SE atração do local.

Maior do que a de Kamakura (Kanagawa), a estátua possui 12 metros de altura e, se contar a base, no total tem 18 metros.

O local onde foi edificada fica a 1 hora e meia do centro da capital, numa montanha. A estátua de Buda foi baptizada de Rokuya Daibutsu (鹿野大仏), em homenagem ao local onde ele obteve a iluminação ou satori.

O monge contou que investiu mais de 400 milhões de ienes para realizar esse sonho de seu antecessor, igualmente monge. “Quero transformar Nishitama-gun (Tóquio) num local de propagação do budismo”, afirmou.

O planeamento para a estátua gigante começou há 5 anos, depois de perder um amigo no Grande Terramoto no Leste do Japão, em 2011.

A estátua ganhou forma num local especializado, a 400Km de distância do templo, na província de Yamagata. Para transportá-la inteira foo impossível, por causa do tamanho e peso. Por isso, o transporte foi feito em partes.

A estátua de Buda vista de longe transmite a sua dignidade, e se observada de perto, a expressão é de amor e estima, explica o monge.

A nova estátua fica no Templo Hoko (宝光寺, lê-se Hokoji), em Hinode-machi, Nishitama-gun, onde a população é de 17 mil pessoas. É um local com riquezas naturais, mas sem atracção turística. O novo Buda é a esperança para atrair pessoas para oração e visitantes.

A previsão do templo para apresentação ao público é 11 de abril.

 

Fonte: Portal MIE

Sucesso: Dez atitudes para lá chegar.

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Seja o que for que deseja melhorar na sua vida, ter uma acção correcta é o caminho. Nos estudos, no trabalho ou na sua vida pessoal, fazer os seus planos e aprender com os erros são factores fundamentais para conseguir o que deseja. Sabe qual a forma de conseguir isso? Conheça 10 atitudes que te ajudam a alcançar o sucesso.

Lembre-se sempre das suas vitórias

Lembrar-se de tudo o que já conquistou até hoje na sua vida é importante. Isso não vai deixar-te desanimado e impedede desistir. Lembre que mesmo com as adversidades da vida é possível atingir os seus objetivos. E isso não será diferente das suas próximas metas. Se esforce.

Tenha planos e objetivos

Alcançar o que quer só é possível se isso estiver claro na sua mente. Então é muito importante que faça planos claros sobre como atingir as suas metas. Isso facilitará, inclusive, o acompanhamento dos seus resultados.

Faça coisas que lhe agradem.

É lógico que fazer o que gosta te dará motivação. O seu desempenho vai depender daquilo que escolherá seguir. Isso facilitará também para analisar os seus desempenhos e impedir que erre e prejudique o seu desempenho pessoal.

É bom aprender com os erros

Não podemos esquecer que erros são parte do processo. E isso não pode ser motivo para nos frustrar ou desanimar. Nesses casos é muito importante ver o que é possível aprender com os erros e melhorar o nosso desempenho.

Seja produtivo

O sucesso, em qualquer área, depende do nosso desempenho e das nossas atitudes. Por isso temos de esforçar na nossa produção e desempenho.

Acompanhe o seu desempenho

Muito importante acompanhar e registrar cada passo nesta sua trajectória. Acompanhar esse progresso é importante para saber o que tem funcionado e o que pode ser adaptado. Ao longo do tempo é possível fazer uma boa regulação de tudo.

Não deixe de comunicar

Saber manifestar o que pensa e comunicar com as pessoas de forma eficiente é essencial para as pessoas que desejam alcançar o sucesso. Então não deixe de treinar a sua capacidade de articular as suas ideias.

Acredite em si e na sua capacidade

Sem coragem e confiança não chegará muito longe. Então é importante acreditar na sua capacidade. Isso dará mais força, energia, confiança e coragem para atravessar as adversidades.

Se precisar de mudar, não tenha medo disso

As mudanças fazem parte da vida. Então deverá saber lidar com elas. Precisará de lidar com diferentes pessoas, diferentes cargos e chefias. Numa carreira de sucesso, passará por diferentes posições e não deve temer isso.

Peça ajuda quando precisar

Quando encontrar dificuldades, coisas que não possa resolver sozinho, não tenha medo de pedir ajuda. Pedir ajuda, quando necessário, não é motivo de vergonha. Isso poderá fazer com que resolva os seus problemas mais rapidamente.

Independente da área da sua vida que queira melhorar, saber como agir correctamente é a chave para conseguir o sucesso em todas elas.

 

Budismo, Saúde e Vida