Meditação, o caminho do bem-estar

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Diversas culturas e religiões desenvolveram diferentes técnicas de meditação. Hoje em dia, ela representa um exercício que ajuda e contribui para manter uma prática saudável para o nosso corpo e mente, na luta para conseguir equilíbrio e encontrar-nos com nós mesmos entre tanto tumulto de trabalho, actividades extras e família. Esta prática ajuda a relaxar o corpo, melhorar a concentração e a reduzir o stress.

Os pioneiros destas práticas foram os hindus e os chineses. Os que outrora as praticavam para entender o estado da sua existência, com o passar dos anos foram adaptando-se a cada tipo e técnica de meditação, assim puderam escolher com qual se identificavam mais. Há métodos que se baseiam na consciência plena, enquanto que outros, na concentração.

Meditação Budista

Trata de manter a mente completamente focada no hoje, justamente no presente: aqui e agora. Buda encontrou na meditação, a sua própria razão de ser e estar no mundo baseada na contemplação e no auto-controlo. Busca a separação daquilo que somos e o que realmente a nossa mente pensa, que influirá nas nossas reacções.

Meditação Zen

Significa “o estado de concentração”. A finalidade é manter certo ritmo de respiração até experimentar o vazio, eliminando cada distúrbio mental.

Meditação Transcendental

Esta prática ficou famosa entre os anos 60 e 70, hoje em dia é uma das mais conhecidas no Ocidente. Recomenda-se realizá-la duas vezes ao dia em sessões curtas. Trata de focar nas zonas de tranquilidade de cada pessoa, favorecendo o aumento da criatividade, da fluidez entre corpo e mente e do poder de reflexão. Em âmbito médico, previne a pressão alta e os problemas cardiovasculares.

Mantras e Mandalas

As mandalas não são formas de meditação, mas sim símbolos que se utilizam para a meditação. São “labirintos repetitivos” de diferentes formas e tamanhos que representam uma área sagrada da espiritualidade. Os mantras, ao contrário, são símbolos sonoros compostos por palavras/frases que, ao serem repetidas, nos conectam a poderes espirituais. Ambos são utilizados para a compreensão energética.

Existem também outros tipos de meditação como a Vipassana, Tao, Raja Yoga, etc…, cujos benefícios terapêuticos são reconhecidos pelos médicos para diminuir a propensão a doenças, já que as mesmas melhoram nossos hábitos, relaxam e ajudam a oxigenar os nosso músculos. É um bom recurso para combater os estados de ansiedade e depressão. Melhora a memória e o processamento sensorial em até 10% em relação aos que não praticam.

 

 

Fonte: menteemaravilhosa

Pema Chödron sobre a morte

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A monja budista Pema Chödron fez 80 anos e falou do medo da morte e a realidade da impermanência, dirigindo-se a todos, mas especialmente àqueles mais jovens — “na verdade, quanto mais jovem for, melhor é para ouvir essa mensagem, pois pode preparar-se durante toda a sua vida”. Ao preparar-se,  ela diz que os medos se vão, são vistos como momentos passageiros e que a vida ganha um tipo de apreciação mais vibrante, como se fosse uma “experiência à Van Gogh“, segundo as suas próprias palavras.  Citando o seu mestre, o célebre tibetano Chögyam Trungpa Rinpoche (1939-1987), Chödron dá ênfase ao que aprendeu dele há muito tempo, que cada respiração é um nascimento e uma morte, cada momento é um nascimento e uma morte, “e lembro que quando ouvi isso pela primeira vez senti um certo pânico, porque acho que entendi”. Uma sensação de “estar sem chão imensa“.

E o principal, diz, é acostumar-se a essa sensação de estar sem chão. “Percebe que é apenas aquele medo como sentimos antes de saltar de pára-quedas, é apenas um estalo, e pronto”. Com o tempo, ela diz que “aprende-se a relaxar durante aquele momento todo”.

É curiosa essa leitura, porque realmente temos muito mais momentos de “estar sem chão”durante a vida do que a morte final, que é apenas um momento (e, se tudo der certo, haverá algum tempo para experimentar a vida). Ao treinar para essas sensações durante a vida quotidiana, aceitando a impermanência de todas as coisas, nas crises, mudanças, dificuldades, facilidades, etc, a mesma sensação de medo de qualquer fim e de qualquer apego passa por essa prática de relaxamento e por essa compreensão. “E o medo vai saindo, sobrando apenas aquele senso de que as coisas estão se movendo, que são impermanentes, que realmente não há o que se agarrar, e essa é uma experiência muito preciosa, não é nada abismal, talvez seja um momento meio Van Gogh, vendo as coisas com mais vibração, observando todas as coisas muito vivas e preciosas, aprecia detalhes e aprecia bastante as outras pessoas”.

Assim, aos 80 anos, ela afirma tranquilamente que não há o que temer na morte.  “Sabe quando as pessoas vão-se aproximando da morte e fazendo aquelas reflexões sobre o passado? Então, isso está acontecendo comigo, e a impressão é que minha vida passou assim (faz um gesto estalando os dedos), e se foi“, diz ela.

5 conselhos do Budismo para educar os nossos filhos

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A filosofia oriental e o budismo estão começando a tornar-se claras referências na cultura ocidental. A sua forma de ver a vida promove o equilíbrio do qual tanto sentimos falta. É a união das nossas forças emocionais que garante o sucesso na vida.

Na cultura ocidental são promovidos outros valores para nos desligar do interior particular e colectivo, enquanto os ensinamentos budistas aproximam-nos mais da exploração das nossas emoções.

Nesse sentido, está claro que queremos que as crianças sejam felizes e que cresçam saudáveis e motivadas. Partindo desse princípio podemos tomar certas atitudes que podem tornar isso uma realidade, e não algo impossível. Vejamos quais os conselhos que podemos tomar do Budismo para alcançar este objectivo.

Os 5 principais conselhos do budismo para promover o bem-estar infantil

1 – Sorria para que eles possam apreciar a brilho dos seus olhos

O facto de sorrir para uma criança que pretende interagir connosco é praticamente instintivo. O que acontece é que com a pressa e os afazeres do dia-a-dia esquecemos desse ponto tão importante e deixamos de nos dirigir a eles dessa maneira. Como consequência, os nossos filhos deixam de sentir-se reconhecidos e, portanto, desligam-se de si mesmos com uma assombrosa rapidez. Se reflectirmos sobre isso, daremos conta de que houve um tempo, já longe para nós, em que deixamos de levantar a vista com assombro e admiração e começamos a procurar outras coisas.

2- Normalizar e validar as suas emoções e sentimentos negativos

O que promove em nós um estado de ânimo negativo pode chegar a dominar-nos. O tédio, ciúmes e a raiva são emoções e sentimentos que nascem de uma maneira natural. Não podemos castigar isso; temos que insistir no facto de que não é errado sentir-se assim e de que é preciso aprender a canalizar estas emoções negativas.

3 – A chave está em organizar os pensamentos

“Controle os seus pensamentos” (Buda). Os pensamentos estão na nossa mente, são um caos e é importante despi-los. Vão e vêm sem nenhum sentido. As crianças, assim como os adultos, inventam coisas ou as interpretam, deixando voar os seus pensamentos.

Dê recursos naturais às crianças para que possam sair desses estados, modelando a sua imaginação e os seus recursos. Temos que ensiná-los que é melhor ler do que ligar a televisão para aplacar o seu tédio e que neles está a possibilidade de criar coisas maravilhosas.

4 – Deixe que eles definam palavras e regras

É importante estabelecer palavras e normas ao redor da criança para que ela aprenda a controlá-las e aprenda o seu valor. Isso ajuda a tornar-se mais consciente, pois a nossa mente muitas vezes está cheia de palavras e normas sem sentido. Por isso é preciso que ela aprenda a pensar no necessário e a falar conforme a sua visão das coisas para que aquilo com o que conviva tenha sentido.

5 – Se esquecerem o espírito, outras coisas ocuparão o seu lugar

Para adequar esses conselhos à educação das nossas crianças não podemos esquecer que elas aprendem com o exemplo. Por isso, se começarmos a andar em uma busca constante por prazer e segurança, num voo contínuo de medo, dor e sensação de desconforto que não nos deixa em paz, vamos ensinar os nossos filhos a fazerem o mesmo.

A palavra Buda vem de budh, cujo significado é “despertar-se”, por isso Buda significa “o que despertou”. Um buda é alguém que despertou de tudo, como se saísse do sono mais profundo, e descobriu que já não sofre, que o sofrimento apenas foi um pesadelo. Segundo o budismo, todos, inclusive as crianças, podem sair desse pesadelo, procurando “não fazer outra coisa que o bem, evitando qualquer dano aos outros e purificando o coração “.

Autora: Raquel Brito

 

 

 

Ambição Emocional | Lama Thubten Yeshe

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O todo da questão é, o que nos faz feliz? Que tipo de acção não nos dá um resultado indesejável? O que temos que fazer para ser feliz? Isso é o que nós temos que investigar claramente. A nossa situação normal é que estamos quer com algum tipo de prazer, um pouco infeliz ou no meio de ambos. Nenhum destes três estados é bom. Felicidade emocional, do tipo que experimentamos quando saimos de noite ou algo assim, do tipo que normalmente nos faz dizer: “Agora estou feliz,” não é felicidade. É o que podemos sentir quando agimos por apego e que nos leva a gerar mais apego: “Eu quero mais, eu quero mais.” Cada vez que experimentam este tipo de felicidade e agarram-se a ele, estabelece mais e mais marcas pesadas na nossa mente, e as impressões causam a continuação de agarrar a felicidade irreal sem um fim. Por exemplo,alguns de vós deixou uma vida confortável para chegar a este caminho, onde as condições são relativamente desagradáveis. Está infeliz com a situação austera, porque trouxe consigo uma ideia de como as coisas devem ser: os quartos devem ser muito limpos; as casas de banho, pelo menos, deve ser até de um certo padrão. Possui uma ideia fixa do que constitui o prazer baseado na sua vida no Ocidente: “As coisas devem ser assim; a minha vida deveria ir por este caminho “Mas nunca pode fazer previsões sobre a vida.; ela está constantemente mudando e tu estas sempre a querer experimentar diferentes estados. De qualquer forma, a razão pelo qual está desconfortável ou mesmo miserável,   é por causa das reacções da sua mente. No Nepal por exemplo não é assim. Os nepaleses não se importam. Eles estão felizes. Eles também são seres humanos. As casas de banho são piores do que as outras. Mas a nossa mente dualista, a mente que está sempre fazendo comparações, “Eu sou isso, então eu não posso lidar com isso”, cria todo este conflito. Então é claro que não está feliz. A coisa é, portanto, que o que nós pensamos que é a felicidade é, na verdade, a causa da miséria. Pode ser difícil de aceitar esse facto, mas é uma verdade profunda. Se verificar profundamente, vais ver que isso é correcto. E em muitos casos, o que impulsiona esta é a ambição, a ambição emocional que é tão prevalente na cultura ocidental. Por alguma razão, a sua sociedade, a cultura, a vida, fundo, qualquer que seja, faz todo o mundo incrivelmente tenso.  É a ambição emocional. Ele faz ser instável. Esta mente ambiciosa é psicologicamente doente. Como é que é doente? Isso faz de si muito auto-sensível. Coisas insignificantes fazem-te feliz. Alguém lhe dá um pequeno chocolate e tu sentes, “Oh, eu estou tão feliz com este chocolate.” Então, quando essa pessoa não lhe dá um chocolate começa a sentir-se miserável e infeliz. Não é o chocolate ou ausência de chocolates que faz isso, é a sua mente. Portanto, precisa de meditação para compreender os truques que a sua mente joga em si. É a sua mente, não o seu corpo. Sempre que sentir prazer, não sabendo a sua realidade, tem a expectativa de que ele vai durar, que vai continuar, que vai ter mais prazer. Que não é possível. Não é feita dessa forma. Não é na sua natureza para durar. Mas pode ver como essa atitude produz mais apego. E pode ver como ele o faz infeliz: quer que dure, mas que ele termine. Isso é óbvio; Eu não preciso de explicar isso. Sempre queestá infeliz, raiva e ódio tendem a surgir. Pode ver isso com as pessoas que contraem algum tipo de doença física. Eles tornam-se muito sensíveis e são facilmente propensos a raiva. Ans de estarem doentes,  eles eram OK, mas quando estão doentes, não pode mesmo dizer qualquer coisa para eles. Eles são tão tensos e facilmente perturbados. É a infelicidade subjacente que provoca isso. Há uma expectativa de se sentir bem o tempo todo, por isso, quando eles ficam doentes, as pessoas ficam infelizes e sua aversão é convertido em ódio. “Eu não gosto da minha doença; Eu não gosto do que está acontecendo para mim. “Este desagrado gera ódio. Então, quando até mesmo a família e amigos queridos se aproximam, a antipatia ou ódio é projectada sobre eles. É incrível, as viagens que a mente toma. Uma vez, quando eu estava no campo de refugiados, tinha uma dor de estômago e a ideia surgiu na minha cabeça que eu precisava de algum thugpa [tibetano para sopa de macarrão]. Então eu disse ao meu irmão para me trazer alguns thugpa mas ele trouxe outra coisa. Eu tinha essa ideia incrivelmente fixa, esta mente apegada de que eu tinha que ter thugpa, por isso, quando ele voltou sem ela era muito infeliz. Foi inacreditável, eu não podia acreditar em mim mesmo.Eu estava tão ridículo. Isto é o que a doença pode fazer em si. Tornam-se hipersensíveis para qualquer coisa que não gostam, por isso mesmo uma pequena coisa pode fazer ficar completamente fora. O ponto é, a natureza da insatisfação é o ódio. Pode ver a mesma coisa nas relações interpessoais. Quando não obtém a satisfação de alguém pode facilmente não gostar ou até mesmo odiar essa pessoa. Então eu mencionei antes os nossos três estados habituais de ser. Quando estamos no meio-nem feliz nem infeliz-isso não é bom também, porque mesmo que nós não sendo agarrados à felicidade com apego ou gerar ódio contra alguém ou algo, nós ainda vamos ter conhecimento da realidade; vamos estar num estado de ignorância maçante. Verifique a sua própria vida. Quando está passando por algum tipo de felicidade temporal ou lazer sentimental, o que é que a sua mente quer? A sua mente quer que dure, para ir mais e mais, para ficar ainda melhor, para aumentar. Claro, não é na natureza dos prazeres temporais para durar para sempre ou até mesmo um longo tempo, mas se tem a expectativa concreta de que ele vai fazer isso, vai acabar sentindo-se desesperado e frustrado. Se entender essas situações da vida, as interacções entre mente e vida, pode facilmente ver como a própria vida é, em geral, desconfortável e agitada. Não é por causa do seu corpo, é por causa da sua mente descontrolada e  insatisfeita. Isso é o que faz infeliz. Então, é assim que a vida vai e volta e numa espécie de círculo. A própria vida é uma cíclica existência, o samsara.

A Magia da Gratidão

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Sabe o que muda na tua vida quando agradeces? TUDO.

É muito comum quando a nós entramos num estado de reclamação que as coisas fiquem mais difíceis. Podes nem perceber, mas quando te colocas nesta posição, estás num lugar de vítima, e isto não te deixa avançar, pois quando se é vítima, não se pode fazer nada para que a situação melhore.

São pequenos sinais e até podemos imaginar-te falando para dentro, que fazes tudo certinho, mas as coisas insistem em dar para o lado errado.

Entende  que desta maneira, está colocando a culpa noutro cenário. E não estamos a dizer que tem culpa, pelo contrário é para alertar que a solução de qualquer problema está na forma como decide passar por ele.

E é sobre isso que se quer falar contigo, sobre algo muito maior, que tenho certeza que irá transformar a sua vida.

Eu participei num desafio de gratidão por 300 dias. Logo no inicio, queria agradecer por coisas extraordinárias, não so por aquelas do quotidiano. Foi incrível! Eu sempre ouvi as pessoas dizerem que não deveriamos reclamar e que isso é um atraso de vida.

Porém por mais que eu tentasse sempre estava ali reclamando. A minha maior descoberta foi quando percebi que agradecendo eu parava de reclamar. É tão simples, mas tão poderoso este segredo.

Certa vez li uma frase que dizia assim: ” E se hoje só tivesse aquilo pelo que agradeceu ontem?” Por certo a vida de hoje seria mais difícil. Não acha? Por esta pergunta já dá para medir o tanto de coisas importantes que já possuímos no dia a dia e por estarem ali tão presentes e fáceis não damos o devido valor a elas.

Sentir-se grato deve ser um estado permanente. Quando se abre para esta experiência, as coisas começam a encaixar-se melhor. Lembras da lei da atração? Aqui vai funcionar igual, quanto mais agradeces mais coisas boas acontecem.

Já deves ter ouvido falar de histórias onde uma pessoa iria embarcar num avião, e algo aconteceu que a impediu de descolar? No primeiro momento com certeza ela ficou muito chateada. Porém ela recebe a notícia de que aquele avião caiu. Toda aquele falatório se transforma em gratidão imediatamente por ter escapado a algo grande e horrível. Imagine que sensação boa de que tudo deu certo.

Nós recebemos bênçãos assim diariamente, entretanto podemos nem perceber por achar que foi apenas uma simples coincidência. Mas se estiver com o seu alerta de gratidão ligado,logo perceberá que pode e deverá agradecer até por pequenos infortúnios que as vezes aparecem no meio do caminho. Afinal não sabe o que existe depois disto.

Escolha ver o lado bom do que não deu tão certo quanto queria e agradeça. Tenha como lema de vida que o melhor sempre lhe acontece e vai acontecer. Seja grato antes mesmo de entender os motivos. A gratidão pode e deve ser treinada.

Comece agradecendo pelo que tem, e vai aquilo que agradeceu ser aumentado. Agradeça também por aquilo que deseja. Desafie-se a todos os dias agradecer no final do dia por três coisas no mínimo, e anote num caderno que pode chamar de caderno da gratidão.

A sua vida vai mudar para melhor acredite e grandes milagres acontecerão.

Eu agradeço-te por teres lido até aqui e espero que espalhes esta magia de agradecer para mais pessoas.

Com Amor,

A autora: Flávia Almeida.

Reiki e Yoga ajudam crianças com necessidades especiais

naom_57b15c8dee96dA Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais – Leque, com sede em Alfândega da Fé, está utilizar o Reiki e o Yoga, em contexto aquático, para ajudar de forma terapêutica, crianças e jovens com necessidades especiais.

Segundo os promotores de uma colónia de férias inclusiva, frequentada por cerca de 26 crianças, jovens e adultos de todos o país, e de França, foi utilizado um método considerado “inovador”, neste tipo de ajuda.

“Está comprovado cientificamente que o Reiki e o Yoga têm efeitos terapêuticos no alívio da dor, em pessoas com patologias graves, e nós estamos a utilizar esta terapia em contexto aquático, o qual já tinha sido ensaiado em sala, e verificamos que tem um efeito calmante em pessoas com autismo”, explicou à Lusa a fundadora da associação Leque, Celmira Macedo.

Para a também especialista em educação especial, tanto o Reiki como o Yoga, tem demonstrado efeitos terapêuticos positivos, mas, sempre com a sua utilização em contexto de sala, “em ambientes controlados”.

“Quando estas duas terapias são utilizadas, em contacto com o meio natural, em locais como o Eco Parque do Azibo [Macedo de Cavaleiros] ou as águas do Douro Internacional [Miranda do Douro], os efeitos calmantes nos pacientes são intensificados, aliando os conhecimentos dos mestres à componente terapêutica e de intervenção na área da deficiência. Dado o relaxamento proporcionado, os frequentadores acabam mesmo por adormecer”, afiança a técnica.

A associação Leque está utilizar outros desportos aquáticos, como a canoagem, “stand up paddle” e embarcações do tipo catamarã, para o relaxamento de pessoas com autismo e outras deficiências, meios técnicos “que trazem um novo conceito” a este tipo de terapias.

Todo este trabalho “inclusivo e terapêutico” está estudado cientificamente por especialistas da Associação Cuidadores e pela Leque, que pretendem comprovar o impacto deste tipo de atividades, na qualidade de vida e no bem-estar dos frequentadores.

“Há uma equipa multidisciplinar que está a avaliar os efeitos na qualidade de vida e emocionais dos utilizadores, ou seja, quais são os efeitos verificados, após terem frequentado este tipo de colónias de férias”, indicou Celmira Macedo.

Este tipo de trabalho tem sempre a avaliação dos familiares e cuidadores informais dos jovens que frequentam este tipo de atividades.

“Esta colónia de férias, onde esteve a minha filha, ajudou muito a acalmá-la. Isto foi uma das melhores coisas que aconteceu. Há muita diferença no seu comportamento, antes e depois da colónia de férias”, verificou Alfredo Magalhães, um dos cuidadores presentes na ação.

Um grupo de voluntários da região do Porto verificou que as ajudas de cães de raça ‘boxer’ e ‘chihuahua’ tiveram um efeito “especial” sobres os utentes, acalmando-os.

“Estávamos a passar férias e não tínhamos a noção do que é lidar com pessoas com portadoras de deficiência e a calma e as expressões que [estas terapias] podem transmitir às pessoas. Foi uma agradável surpresa”, disse Carla Silva, um dos voluntários.

A mentora da Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Necessidades Especiais – Leque, Celmira Macedo, explica ainda que esta colónia de férias é um alívio para as famílias que têm filhos com deficiência, que, pela primeira vez, podem tirar férias tranquilamente.

“Tentamos conciliar o turismo rural como turismo terapêutico. Muitas destas crianças e jovens têm necessidades específicas e, por esse motivo, necessitam de um apoio terapêutico aliando a natureza à reabilitação psicomotora de cada um dos intervenientes”, concluiu.

Esta colónia contou com o apoio de voluntários de varias áreas tais como a enfermagem, psicologia, educação física e outras áreas terapêuticas.

Fonte: Noticias ao Minuto

 

Moby lança disco para meditação e ioga inteiramente grátis

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O músico, produtor e compositor americano Moby lançou inteiramente grátis um disco intitulado “Long Ambients: Calm. Sleep.”, feito para meditações e práticas de ioga.

“Ao longo dos últimos dois anos eu estive fazendo músicas muito muito mas mesmo muito calmas, para eu ouvir enquanto praticava ioga, ou dormia, ou meditava, ou tinha ataques de pânico. Eu acabei com 4 horas de música e decidi dá-las de graça. É realmente calmo: sem baterias, sem vocais, apenas leves acordes e sons e coisas para dormir, ioga, etc. Sintam-se livres para partilhar. Não é protegido ou algo do tipo, pelo menos não deveria ser.”

O disco pode ser feito o download de graça aqui ou ser ouvido por streaming nas principais plataformas, como Spotify, SoundCloud, Apple Music, Deezer e Tidal.