Poesia Budista | Thich Nhat Hanh

Cannes - 'Buddha' Photocall

 

“Este corpo não sou eu.
Eu não sou limitado por este organismo.
Eu sou a vida sem limites.
Eu nunca nasci,
Eu nunca morri.

Olhe para o mar e o céu cheio de estrelas,
manifestações da minha mente,
verdade maravilhosa.

Desde antes dos tempos, eu sou livre.

O nascimento e a morte são apenas portas pelas
quais passamos,
limiares sagrados no nosso caminho.

Nascimento e morte são um jogo de escondidas.
Então ria comigo,
segura a minha mão,
vamos dizer adeus,
despedir-se, reunir-se novamente em breve.

Nós encontramo-nos hoje.
Nós vamos encontrarmo-nos novamente amanhã.
Nós vamos nos encontrar na fonte a cada momento.

Nós nos encontramos uns aos outros em todas as formas de vida.”

Thich Nhat Hanh

Conto Budista: “Impermanência acontece”

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Um homem ia todos os dias de manhã cedo para o seu campo onde cultivava e enriquecia o seu espaço com legumes e frutas exóticas. Perto do seu local, existia o primeiro caminho pavimentado da sua terra, que parecia deslocado tendo em conta a abundância de natureza que existia em seu redor. Um dia, ao deslocar-se para o seu campo, notou que uma flor brotava no pavimento,  mesmo perto do onde se cruzava com esse caminho.  Todos os dias apreciava o crescimento,  até que dela saiu uma linda flor com um tom avermelhado. Era o reflexo de que a mudança que havia existido com a construção daquele caminho não impedia a natureza de florescer novamente. Aquela mudança de modernidade era negativa para a natureza, mas aquela flor dava esperança. Com o passar do tempo, o homen foi sempre apreciando a sua beleza. Até que chegou ao dia em que construíram barreiras nessa estrada. O homem não ligou mas sentia que poderiam estragar aquela flor, por estar mais ou menos alinhada com ela. E um dia, a barreira se instalou e a flor já lá não estava. O homem retirou o que restava ainda e plantou no seu campo. E ela cresceu novamente. E mais e mais. Passados meses, já tinha um canto com beleza de vermelho. A conclusão da história é simples.  Depois de uma mudança negativa,  houve a esperança. E quando se recuperou parte dela, e se cuidou, a esperança cresceu, fazendo com que se propagasse e crescesse. A impernanência é saber que tudo muda quando menos esperamos. Mas não significa que deixemos de acreditar na esperança positiva que todas as mudanças dão. Temos é de saber abraçar o lado positivo.

Eleição de Donald Trump não preocupa Dalai Lama

Dalai Lama diz que sempre viu os Estados Unidos como um mundo livre e afirma não estar preocupado com o que possa acontecer com as declarações que Trump fez na sua campanha eleitoral.

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O Dalai Lama afirmou, esta quarta-feira, não estar preocupado com a eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos e esperar que o empresário alinhe as suas políticas com a realidade global.

Num comentário no final de uma visita de quatro dias que realizou à Mongólia, o líder espiritual tibetano disse que espera ver Donald Trump após a sua tomada de posse, no próximo dia 20 de janeiro, não ficando, contudo, claro se um encontro está já planeado.

O monge, de 81 anos, sublinhou que sempre viu os Estados Unidos como o líder do “mundo livre” e que não estava preocupado com as declarações feitas por Trump durante a sua campanha presidencial, algumas das quais consideradas ofensivas para muçulmanos, hispânicos e outros grupos minoritários nos Estados Unidos.

“Eu sinto que durante a eleição, o candidato tinha mais liberdade para se expressar. Agora, uma vez eleito, tendo a responsabilidade, então tem de levar a cabo a cooperação e o seu trabalho de acordo com a realidade” e “por isso, não tenho preocupações”, realçou o Dalai Lama.

 Fonte: Agência Lusa

Conto Budista: “Som do Silêncio”

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Certa vez, um budista foi às montanhas procurar um grande mestre, que segundo diziam e acreditavam, poderia dizer-lhe a palavra definitiva sobre o sentido da Sabedoria. Após muitos dias de dura caminhada, encontrou-o num belo templo à beira de um lindo vale. E diz: “Mestre, vim até aqui para lhe pedir uma palavra sobre o sentido do Dharma. Por favor, faça-me atravessar os Portões da Sabedoria.” “Diga-me,” respondeu o sábio, “vindo para cá vós passastes pelo vale?”
“Sim.”
“Por acaso ouvistes o seu som?”
Um tanto incerto, o homem disse:
“Bem, ouvi o som do vento como um suave canto penetrando todo o vale.”
O sábio respondeu:
“O local onde vós ouvistes o som do vale é onde começa o caminho que leva aos Portões da Sabedoria. E este som é toda palavra que vós precisais ouvir sobre a Verdade, pois quem ouve a Verdade e a pratica de forma sentida, terá sempre o caminho aberto para a sabedoria que todos procuramos, e no Silêncio da Mente e não na confusão e no caos, que tudo se inicia”.

Conto Budista: “O Aperfeiçoamento Pessoal”

Robes Donned, Heads Shaved As Children "Become Buddhist Monks"

Um aprendiz, certa vez perguntou a um mestre, que ele considerava muito sábio, o seguinte:
– Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?
– Pessoas como eu – Comentou o mestre.

O praticante ficou algo espantado:
– Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?
– O aperfeiçoamento, – respondeu o sábio, – nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se…
– Mas, – respondeu o aprendiz, – fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.

– O que achas que faço todos os dias? – respondeu o mestre – A cada dia, procurando o aperfeiçoamento, faço com cuidado e honestidade os actos comuns do quotidiano. Nada é mais profundo do que isso.

Elenco de ‘Doctor Strange’ diz ter-se inspirado em Monge Budista

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“É um hábito excelente para ter na vida”, disse  o actor Benedict Cumberbatch. Actor vive papel de um cirurgião que extrai poder do misticismo e da espiritualidade.

A tutela de um monge budista ajudou o actor britânico Benedict Cumberbatch a viver o protagonista de “Doutor Estranho – Doctor Strange”, o filme mais recente do Universo Cinematográfico Marvel. Cumberbatch interpreta Stephen Strange, um cirurgião arrogante que extrai poder do misticismo e da espiritualidade quando a sua vida glamorosa desmorona em resultado de um acidente de carro que danifica as suas mãos.”É um hábito excelente para se ter na vida – ponto final”, disse Cumberbatch, referindo-se ao treino de consciência que o monge proporcionou no set das filmagens. “Como actor é óptimo, porque leva-o aquele momento de quietude e presença. Tem sempre muitas pessoas exigindo a sua atenção quando se faz um filme.” O monge tibetano foi convidado pela actriz britânica Tilda Swinton, intérprete da personagem mística “A Anciã”, que faz com que Strange deixe de ser um estudante incompetente e transforme-se num feiticeiro habilidoso na magia. “Eu trouxe-o para o projecto, e ele tem passado um tempo connosco e ensinado todos, se não souberem, sobre a tomada da consciência,  o seu treino e sobre como acalmar a mente”, contou Tilda.

 

 

É oficial. Opção vegetariana em conta nas escolas.

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A dieta mediterrânica está bem e continua a recomendar-se, mas a partir de hoje a Direção Geral de Saúde disponibiliza um Manual de Refeições Vegetarianas para Crianças.

O desejo dos pais esbarra muitas vezes nos argumentos das autarquias, que financiam as refeições, ou nas objecções das empresas, contratadas para fornecer refeições. Havia que esclarecer de uma vez.

“Durante uma semana substituímos por legumes, a carne e o peixe usados na confeção de pratos tradicionais portugueses.Tudo o resto era igual. E fizemos contas. Não há que enganar”, explica à TSF Pedro Graça, o director do Plano Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direcção Geral de Saúde. “São tão simples umas refeições como outras, só substituímos alguns ingredientes, e em muitos casos até ficou mais barato.”

Uma preocupação foi garantir refeições equilibradas, com todos os nutrientes. Pedro Graça defende que também é simples, basta saber o valor nutricional de cada alimento. Pode ser necessário recorrer a alguns suplementos como ferro ou vitamina B2,mas em regra só quando as refeições não incluem laticínios nem ovos. “O mais importante é que haja acompanhamento de um profissional de saúde, um nutricionista”.

O Manual agora disponível no site da Direção Geral de Saúde (DGS.PT) , vai um pouco mais longe; às questões de saúde junta argumentos ambientais e económicos. Defende o uso de legumes nacionais, de preferência produzidos localmente, “é não só uma forma de criar emprego, de criar produtores locais, como representa menor impacto ambiental, por não exigir grandes viagens para transportar os alimentos”, defende Pedro Graça.

Desta forma, afirma o director do Plano Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, também é mais fácil contornar alguns problemas a que os vegetarianos não escapam: produtos processados, excesso de sal ou excesso de açucar, sal ou demasiada gordura, soja geneticamente manipulada vinda de outros continentes. “Sim, porque ser vegetariano não é necessariamente ser saudável”.

 

Fonte: TSF