Sofrimento | Chagdud Tulku Rinpoche

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Para entender como o sofrimento começa, deixe a sua mente descansar naturalmente no momento, abandonando todos os pensamentos sobre o passado ou o futuro. O que encontra é uma qualidade de abertura sem apego, confusão ou sofrimento. A mente está consciente e clara. Então vê ou ouve algo e a sua consciência lança-se para isso, como uma flecha. Experiencia algum sofrimento no próprio acto de perceber?

Então pode notar detalhes — uma forma ou cor. Experimencia algum sofrimento nesse ponto? A sua mente consegue permanecer relaxada assim que percebe esses detalhes? Ela imediatamente analisa, categoriza e julga?

Observe o que acontece quando julga o objecto que percebe. Gosta ou não gosta. Olhe cuidadosamente para determinar quando surge pela primeira vez o distúrbio ena sua mente. A sua predilecção pelo objecto leva ao apego? Pensa “eu preciso disso”? Se não conseguir, vai sofrer? A sua aversão leva-te a querer livrar-se disso? Se não conseguir evitar, vai sofrer?

Quer agir com base nesses sentimentos? As suas acções prejudicariam ou beneficiariam a si e aos outros? Elas dariam benefício tanto temporário quanto definitivo?

Veja a sequência de eventos na sua mente que levam de um estado pacífico de repouso até a percepção, julgamento e o surgimento de emoções venenosas. Observe como a mente faz surgir os quatro obscuridades: dualidade, venenos mentais, karma e padrões de comportamento. Observe o processo pelo qual o estado de relaxamento se rompe, não por circunstâncias externas, mas pelas reacções da sua mente a elas.

Chagdud Tulku Rinpoche, em “Change of Heart“.

Direito dos Animais | Matthieu Ricard

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Entrevista: Matthieu Ricard, monge budista tibetano, autor e tradutor de S.S. o Dalai Lama, doutorado em biologia molecular, juntou-se ao manifesto para mudar o estatuto jurídico dos animais. Ele explicou ao jornal francês, Metronews o seu compromisso nesta causa.

Porque assinou este manifesto?

Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos tratá-los como robôs ou objectos.

O que este reconhecimento poderá implicar?

Reconhecer que são seres sencientes implica na maneira como nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20 % dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são cortados em pedaços. Isto é inadmissível. Sendo considerados como objectos, é uma desculpa fácil de usar ao nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma secção inteira da vida, que são animais.

É preciso, então, acomodar todos os animais no mesmo barco?

Claro, eles são seres sencientes. É preciso reconhecer todos eles como tais. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cão. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.

Como a religião budista vê os animais?

Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas como ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos os animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos.

Nota: Alguns meses depois desta entrevista o Direito dos Animais foi aprovado pelo congresso francês.

 

Fonte: Budismo engajado

Dalai Lama: Europa deve educar os refugiados.

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O Dalai Lama pediu que a Europa eduque os milhares de refugiados que chegaram ao continente europeu, para que possam regressar e reconstruir os seus países.

“Vocês, europeus, devem dar aos refugiados educação, especialmente às crianças”, afirmou o líder espiritual tibetano, em visita à França. “Logo poderão voltar a seus países e reconstruí-los”.

O monge budista de 81 anos apelou ao “verdadeiro espírito da União Europeia”e pediu que o bloco considere a importância do interesse comum para fazer frente à crise de refugiados.

O Nobel da Paz de 1989 lamentou a situação que obrigou essas pessoas a abandonar os seus lares. “Há muitos mortos! Crianças inocentes, e idosos que já sofreram muito”, afirmou.

Desapegue e terá outro Universo.

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O jovem Keisuke Matsumoto resolveu escrever um livro sobre os hábitos de faxina diária dos monges e virou um autor de sucesso. O seu “Manual de Limpeza de um Monge Budista”, disponível em Portugal na Fnav, entrou na lista dos mais vendidos no Japão, na Espanha e na Itália. Foi um dos livros mais delicados que li nos últimos tempos. Parece auto-ajuda, mas chega perto da poesia.

A sua força está concentrada na crença budista de que fazer limpeza remove a sujidade do espírito. A orelha do livro já anuncia: um dos discípulos de Buda encontrou o nirvana enquanto estava varrendo. Simples e profundo, Keisuke Matsumoto explica aos poucos a relação entre o ambiente e o espírito. Por exemplo: ele aconselha lavar imediatamente cada louça suja, da mesma forma que devemos expulsar todo pensamento ruim assim que ele chega, para que não encontre morada.

Acumular louça na pia e coisas por arrumar na casa só torna as tarefas mais pesadas pelo volume de trabalho e perturba o espírito. A rotina de limpeza dos monges é de um pouco por dia. “Cada segundo de limpeza é de pleno significado”, diz. E justifica, com tranquilidade, página por página.
O que impressiona neste livro tão delicado é que ele leva-nos a um estado de paz de espírito ao longo da leitura. Quase uma meditação. Logo no começo, ele sugere que as janelas sejam sempre abertas pela manhã para que o ar puro limpe a casa com o fresco de cada estação. A descrição é tão bonita que é quase possível sentir uma lufada de vento japonês no rosto. A relação com os objectos em redor também merece atenção do autor. O minimalismo é levado a sério.
Ele sugere que tenhamos apenas “objectos de qualidade excelente feitos mediante tempo e esforço. Ao tocar algo assim, toda energia concentrada no seu fabrico percorre o corpo e chega ao coração”. Lembrei imediatamente das rendas, do linho e dos bordados, das peças feitas com a força de uma tradição e que já estão deixando de existir, pouco a pouco, porque não cabem mais na pressa da vida ocidental.
O minimalismo que ele prega está centrado na crença de que precisamos de muito pouco para viver. Uma casa com menos objectos é mais fácil de limpar. Uma vida com excessos torna-se mais pesada. “Desapegue e terá o universo. É o vazio budista”.
Há tempos, venho pensando no resultado de sermos uma sociedade com tantas marcas de um regime escravocrata, acostumados a pensar nos serviços de casa como algo a ser feito somente por empregadas domésticas, como se limpar a própria casa diminuísse o valor de alguém. Associar a limpeza do ambiente com a cura do espírito faz absoluto sentido.

O efeito deste texto é quase literário porque tem o poder de transporte para uma vida em outro ritmo, tão diferente da nossa correria habitual, acumulando obrigações, objectos, cansaço. O “Manual de Limpeza de um Monge Budista” é sobretudo uma pausa. E uma forma de ver a rotina diária como possibilidade de meditação ou de iluminação, a depender da alma de cada um.

As 7 Leis Espirituais de Sucesso | Deepak Chopra

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1. A lei da potencialidade pura ou lei da unidade

A lei da potencialidade pura é o retorno a nossa consciência divina e de infinitas possibilidades.
É o não manifesto (mundo não material), sem forma, sem dependência exterior, apenas a consciência do Eu desnuda de julgamentos, que ficou encoberta por nossas experiências, condicionamentos, identificações com a matéria através da formação do Ego.

Através da identificação com a potencialidade pura, acedemos a criatividade divina dentro de nós, revelando que podemos agir sob inspiração divina e ajudamdo a criar uma realidade harmónica em nosso redor, pelo facto de estarmos fundidos com o nosso estado inicial.

A potencialidade pura facilita a realização da sua intenção, pois não há conflito entre o que deseja e o que  é.

Exercícios para activar a potencialidade pura
Reserve alguns minutos do seu dia para ficar em silêncio. Saia fora dos seus pensamentos e anseios, descobrindo a paz que existe no silêncio e o bem que a serenidade lhe trará.

Pratique a meditação sempre que puder, e outra dica é o não julgamento durante o seu dia. Não julgue nada como bom ou ruim, pois o julgamento é limitante e dependente. Quando nos desprendemos do julgamento, nos tornamos independentes do mundo manifesto (material).

2. A lei da dádiva

A segunda lei entre as sete leis espirituais do sucesso fala que anossa existência é baseada em troca de energias, a onda que permeia todo o universo é circulada através da nossa consciência, a potencialidade pura.

A lei da dádiva assemelha-se com a vibração que a sua alma tem e liberta para as pessoas. Se não entregar atitudes positivas de amor, não a receberá de volta. E assim vale para tudo.

Quando prende algo para si, o universo fará o mesmo em prender algo que poderia dar-te. O universo expande-se em amor e abundância em prosperidade.

Portanto, aquela velha frase”é dando que se recebe” faz todo o sentido. Da mesma forma que o acto de ter gratidão pelo que se recebe tem a mesma importância. A gratidão pelo que recebemos na vida, coloca-nos em harmonia com Deus e cria mais situações semelhantes.

Exercícios para activar a lei da dádiva

Pratique o acto de dar ajuda a quem precisa. Pode ser uma oração, um pensamento positivo, um cumprimento ou qualquer atitude com boa intenção e perceba que criará prosperidade em todas as áreas da vida, recebendo do universo uma vibração semelhante.

3. A lei da causa e efeito

Entre As Sete Leis Espirituais do Sucesso, a lei da causa e efeito está relacionada basicamente as nossas escolhas. Toda acção ou escolha tem uma consequência na mesma proporção.

A nossa vida é feita de escolhas o tempo todo, e na maioria das vezes, escolhemos inconscientemente algo, mas que acarretará um efeito na mesma proporção da escolha(causa).

A decisão é sempre nossa, mas muitas vezes escolhemos reacções baseadas em memórias condicionadas. Se alguém nos ofender por exemplo, somos reactivos em sentirmo-nos ofendidos, mas escolhemos isso, e o segredo é observar as nossas escolhas, principalmente as compulsivas para que acendamos uma luz na nossa inconsciência.

A escolha pela prosperidade, lhe fará uma pessoa mais próspera. A escolha pela paz, lhe trará mais situações de paz. Em contrapartida as escolhas que geram desconforto e sentimentos negativos dão efeitos semelhantes.

Exercícios para activar a lei da causa e efeito
Observe as suas escolhas diárias que até então era inconscientes e traga-a para a consciência, analisando se as escolhas lhe geram conforto ou desconforto.

Sinta a reacção do seu coração em relação as suas escolhas. Existe a divindade dentro de nós que nos guia através do coração e da sua vibração.

Pergunte-se sempre se a escolha lhe fará bem ou mal, e desenvolva essa habilidade de tomar decisões assertivas com base na intuição do seu coração e não em condicionamentos automáticos da mente.

4. A lei do menor esforço

A quarta lei entre as sete leis espirituais do sucesso é composta pela aceitação, responsabilidade e distanciamento. A aceitação dos factos, situações como elas são e não como gostariamos que fossem no momento.

Tudo que vivemos, tem uma razão de ser, e não podemos rejeitar as situações, pois as criamos de alguma forma. Quando resistimos, sofremos, e usamos a nossa energia de forma negativa.

A responsabilidade é a atitude de não culpar-se e não culpar ninguém por uma situação ou atitude. Agindo assim, abrirá a energia criativa do seu ser para a resolução das situações enxergadas como problemas.

O distanciamento compreende a ausência de necessidade de convencer os outros do seu ponto de vista, baseado nos seus conhecimentos e crenças.

Quando vivemos sem ter que provar nada, ou convencer ninguém de algo, libertamo-nos para criar a nossa vida desprendida de resistência exterior. Essa liberdade, nos deixará em paz e em harmonia com Deus, natureza, universo, para criarmos a nossa realidade da maneira que quisermos.

Exercícios para activar a lei do menor esforço
Aceite as situações que lhe ocorrem sem culpar ninguém, inclusive a si mesmo, agindo assim, abrirá espaço para a consciência divina interior agir da melhor forma.
Cada problema tem uma oportunidade de crescimento ao mesmo tempo. Sabendo disso, podemos aproveitar os problemas para nos elevar em consciência. Desprenda-se da necessidade de convencer os outros.
O seu ponto de vista não deve ser confrontado com o de ninguém. Economize as suas energias e resistências.

5. A lei da intenção e do desejo

A quinta lei entre as sete leis espirituais do sucesso é baseada no princípio que tudo é energia e informação. A formação material que vemos tem origem em energia condensada, e o universo é um campo quântico de infinitas possibilidades, na qual podemos influenciar esse campo de energia através da nossa intenção e desejo.

O que difere um ser de outro é o conteúdo de energia e informação existente no seu determinado corpo. Mas temos o poder de manipular as energias e informações existentes no Todo através dos nossos pensamentos, crenças, memórias, sentimentos e emoções.

A nossa consciência (potencialidade pura) pode alterar o estado de energia e informação existente no nosso corpo quântico (onda de energia) e assim influenciar o estado das energias que estão em nosso redor. Já que o vácuo quântico permeia tudo e está interligado e atraído pela mesma qualidade de energia.

A transformação da energia e informação no nosso campo quântico dá-se através da atenção e intenção na nossa consciência. A atenção tem o poder de transmitir energia, e a intenção desprendida de preocupação e ansiedade dá forma para aquela energia vibracional.

Acalme os seus pensamentos e emoções, e observe a paz que existe no silencio. Nesse momento dá abertura para sentir o estado natural do Ser.

Tenha uma intenção desprendida do que deseja nesse espaço de paz e não julgamento, mas lembre-se do principal: confie na manifestação do poder criador do universo e não se prenda a como irá acontecer e quando.

Confie no seu poder de ajudar a criar, de manifestar o que sente e vibra com a atenção e intenção desprendida de crenças. Viva o presente confiante na semente que plantou na consciência, pois ela germinará no tempo certo.

Exercícios para activar a lei da intenção e do desejo

Faça uma lista de seus desejos e tenha uma intenção criadora ao ler. Faça isso antes de dormir e ao acordar. Faça sem desprendimento de expectativas, e apenas confie no que acabou de ajudar a criar e deixe o universo agir, vibrando as realizações através do que fez intenção com sentimento.

Nunca duvide. O plano cósmico age de forma harmoniosa e com a sabedoria infinita de Deus.

6. A lei do desprendimento

A sexta lei entre as sete leis espirituais do sucesso refere-se ao conhecimento e entendimento da incerteza. O universo é formado por infinitas possibilidades, e o que nos aprisiona é a busca pela certeza em tudo que vivemos.

Quando buscamos a certeza, temos um acesso finito, restrito ao passado e ao presente. Mas o futuro é incerto, e se não compreendermos que a incerteza é benéfica, pois abre infinitas possibilidades de um problema se resolver da forma mais criativa possível.

Quando desprendemos e confiamos na incerteza, agimos com fé, e dando oportunidade para vivermos livres, desprendidos de expectativas e anseios, mas aproveitando cada segundo do presente como parte de uma incerteza criadora e perfeita.

Não devemos prendermo-nos a uma resolução ou um só caminho. Abra espaço para a consciência infinita agir com várias possibilidades possíveis para atingir o seu desejo criado anteriormente.

Basta, sentir, crer e desprender. Quando pensamos e sentimos com o apego material a aquilo que se quer, estamos sofrendo influências do Ego, que é limitado e procura a segurança em algo que não existe agora.
A consciência do seu Eu verdadeiro é sábia e poderosa. O poder do ser está em aceitar a incerteza como uma libertação do Ego, muitas vezes doentio.

Exercícios para activar a lei do desprendimento

Aceite o dia de hoje como ele é sem resistências. Não crie expectativas de como as coisas deveriam ser melhores do que são, apenas seja livre para ser quem é agora. Desprenda do Ego insatisfeito, que busca a fuga do agora.

Inclua o princípio da incerteza como uma benção, pois a boa vontade em aceitá-la, irá manifestar a fonte de soluções infinitas disponíveis no universo e que age conforme o seu desprendimento e vibração.

7.  A lei do darma ou da finalidade da vida

Esta é a última lei entre As Sete Leis Espirituais do Sucesso. A finalidade da vida pode ser entendida como a missão da sua alma. A descoberta do nosso Eu superior e qual talento que cada um tem, e pode utilizar para a sua própria satisfação e para o bem da humanidade.

Todos nós somos seres espirituais habitando um corpo físico, e estamos aqui com um propósito.

O acesso a esse propósito vem do autoconhecimento, desenvolvendo a percepção de Deus em si. Descubra o talento que já tem em si próprio, mas que está encoberto pelo medo, ego, expectativas ligada ao plano material.

A partir daí, deve perguntar-se como pode ajudar as pessoas com o seu talento? O que pode fazer pela humanidade através de seu dom. Nesse momento, passa a criar o fluxo da prosperidade na sua vida, vivendo em harmonia com o seu Ser.

Exercícios para activar a lei do darma ou da finalidade da vida

Descubra o poder do ser que dá vida ao seu corpo, dando-lhe atenção no silencio.
Aprofunde-se na serenidade existente na alma e que a partir desse ponto pode seguir consciente da sua missão. Faça uma lista das coisas que gosta de fazer e que se sente bem, e que pode utilizar para o bem da humanidade.
Pergunte-se o que pode fazer para ajudar as pessoas? As respostas são essenciais para descobrir a sua verdadeira finalidade da vida.

Conclusão

As sete leis espirituais do sucesso são direcções para alcançarmos a realização espiritual e material. Perceba que a realização do que deseja, faz-se na transformação interior da sua percepção.

Invista em si mesmo, na espiritualidade que é nossa condição primária e viveremos o presente de forma abundante em possibilidades criativas, ajudando o desenvolvimento da humanidade.

Momento do Coração

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Se nos assuntos do dia-a-dia, o tempo é um bem precioso que não deve ser desperdiçado,  nos assuntos do coração tem uma preciosidade ainda maior. Fechas os olhos e tudo mudou. As pessoas encontram novas linhas de vida. Novos pensamentos e sensações. Nesse momento já te apercebes que já não estás na linha de quem pensavas estar. E isso não faz mal. Porque o passado passou. O tempo alterou. O importante é não lamentares o passado, ou sentires um vazio porque já não és importante. Porque esse momento de coração já é mais que certo que não irá voltar, salvo poucas e honrosas excepções de almas gémeas. Se puderes sentir felicidade por esse alguém,  então sente. Porque temos de desejar aos outros o que gostassemos que desejassem a nós. Mas não mais que isso. Enviar a energia positiva do fundo do coração. Mas reconhecer com lógica e razão que tudo passou. E não perder tempo, instantes ou momentos a reavivar, mas sim concentrar o foco no nosso caminho de luz. Concentrar nos nossos passos de positivismo. Cada um constrói o seu caminho. E este deve ser o nosso principal objectivo pessoal. De fazer o bem. De dar de coração. E deixar essas boas lembranças no passado. O presente é a ponte do futuro.  Não devemos correr para não cairmos. Mas sim caminhar com a certeza que chegaremos ao outro lado da dessa ponte da vida.

Fonte: Retirado de http://www.PauloCesar.co

Dalai Lama e Richard Gere reuniram em Bruxelas.

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Dalai Lama e Richard Gere estiveram reunidos em Bruxelas numa conferência internacional a propósito do Tibete.

Recorde-se que o actor professa o Budismo e é um fervoroso defensor dos direitos do Tibete frente à China, mantendo uma profunda amizade com o líder espiritual dos Himalaias.

O ator, de 67 anos, é co-fundador da Tibet House, criou a Fundação Gere e é presidente do Conselho de Administração da Campanha Internacional pelo Tibete, estando proibindo de entrar na China. As suas declarações contra o governo chinês feitas nos Óscares de 1993 valeram grande polémica.