5 Segredos para a Felicidade

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Artigo publicado no site da BBC, sobre 5 dicas para a felicidade do Monge Budista  Matthieu Ricard.

O monge budista Matthieu Ricard é considerado a “pessoa mais feliz do mundo”. Esse título foi dado por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estudaram o seu cérebro. Eles descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica. Essas ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizagem e memória. Além disso, Ricard manifesta um nível de actividade no seu córtex pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz a sua propensão à negatividade, explicaram os investigadores. “Felicidade não é a procura infinita por uma série de experiências de prazer”. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge francês, do budismo tibetano.

Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 71 anos, Ricard dá cinco conselhos.

1. Defina o que é felicidade
“Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental óptimo, excepcionalmente saudável, que dá-lhe os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.”

2. Seja paciente
“Não seja como uma criança que faz birra. ‘Eu quero ser feliz agora’, isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que geram bem-estar.”

3. Saiba que pode treinar a sua mente
“O que fizer vai mudar o seu cérebro. Se aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, o seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se treinar a sua concentração, se treinar para ter mais compaixão, se treinar para ser mais altruísta, o seu cérebro vai mudar, será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.”

4. Pratique pouco e com frequência
“É como quando rega as plantas no seu apartamento. Precisa regar um pouco todos os dias. Se derramar um balde uma vez por mês, a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será activado ou mantido.”

5. Não deixe o tédio desencorajá-lo
“Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treino mental para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.”

 

Conhece os benefícios do abraço?

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Através deste simples gesto – o abraço – conseguimos sentir a proximidade do outro e identificá-lo como um semelhante. No fundo, é reconhecer sem falar, que somos todos iguais e que estamos juntos no caminho, em sintonia e comunicação.

As crianças parecem sabê-lo melhor que ninguém: quando se magoam procuram de imediato o abraço reconfortante da mãe ou do pai que, de forma instantânea, parece curar o mais feio arranhão. Outra situação espontânea que faz surgir o abraço é quando alguém que nos é querido está em sofrimento.

Aliás está provado cientificamente que, mesmo quando não há ninguém por perto para nos abraçar ou para abraçarmos, podemos obter algum conforto abraçando uma almofada, um animal de estimação, um peluche ou mesmo uma árvore.

A tendência não é recente: a psicoterapeuta norte-americana, conhecida sobretudo pela sua abordagem de terapia familiar, Virginia Satir, já defendia em meados do século passado, que “precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver, de oito por dia para nos manter e de 12 abraços para crescer.”

Investigações mais recentes da Universidade da Carolina do Norte parecem comprová-lo ao demonstrarem que, mesmo sendo breve – e bastam apenas 20 segundos – um abraço dado pelo parceiro ou por um amigo pode ajudar não só a reduzir os níveis de cortisol, que contribuem para o stress, mas também a reduzir a pressão arterial.

Miguel Bento, terapeuta na área da bioenergética, confirma: “Nós somos seres sociais que precisam do reconhecimento, ainda que silencioso, de outro ser humano, para que a nossa própria vida faça sentido. Precisamos de entrar em conexão com o outro, do toque, e não o andamos a fazer”. E, acrescenta, “na minha opinião, há hoje uma falsa sensação de proximidade muitas vezes promovida pelas redes sociais e esquecemo-nos de estar realmente com os outros”.

Pela sua experiência diz que por vezes abraçar chega a ser doloroso, porque obriga as pessoas a estarem também com elas próprias. No entanto, é fundamental pois faz-nos crescer. “Já trabalhei com crianças em diversos ATL de Lisboa e posso garantir que aquelas que têm menos meios financeiros para brincar com consolas ou estar ao computador, pelo que convivem mais uns com os outros, são muito mais evoluídas a nível físico e emocional”.

Exemplos do mundo

Em 2004, um australiano conhecido pelo pseudónimo “Hugo lloris” atreveu-se a segurar um cartaz que dizia “Free Hugs” (abraços gratuitos), numa praça pública. Teve de esperar que alguém aceitasse a sua oferta, mas, com o desenrolar do tempo, acabou por criar a “Free Hugs Campaign”. Desde aí, um pouco por todo o mundo, inclusive em Portugal, há grupos que no Natal, por exemplo, junto a centros comerciais, abraçam quem passa, demonstrando que provavelmente esta manifestação de afeto fará os outros mais felizes do que qualquer presente. Agora que o sabemos, é só praticar.

Até porque motivos não faltam: o abraço liberta ocitocina no sangue, hormona responsável pelo fortalecimento de laços entre as pessoas. Também reduz o stresse e a pressão arterial e não há nada melhor para diminuir a ansiedade. Um abraço pode mudar a vida a qualquer pessoa ao quebrar o esquema mental de um dia menos agradável, devolvendo ao outro a sensação de felicidade. E, sobretudo, faz-nos sentir bem.

Como os nossos corpos estão cheios determinações nervosas, ao tocarmos noutro corpo estamos a permitir a satisfação de um desejo subconsciente que é o do toque.

‘Free Hugs’ em Portugal

Desde 2012 que o Happiness Club de Leiria tem levado a cabo o “Leiria Happiness Day“. Esta iniciativa tem lugar todos os anos, a 22 de maio, dia da cidade, e tem convocado milhares de pessoas. Com uma equipa de 70 voluntários (em média), este evento já gerou em apenas dois dias cerca de 9.450 abraços grátis, alguns smiles gigantes em Leiria, concursos de gargalhadas muitas outras atividades divertidas.

Lisboa também tem – esta segunda-feira, 22 de maio, e desde as 10h00, no Areeiro– uma iniciativa a decorrer neste âmbito. Mais do que celebrar a data, a Junta de Freguesia pretende combater a exclusãoe o isolamento social. O apresentador da SIC, João Paulo Sousa, é o padrinho da iniciativa e irá passar pelas avenidas de Roma, João XXI, Guerra Junqueiro e Praça de Londres.

Fonte: Delas.pt

Os hábitos que os psicólogos associam à Felicidade

São pequenas coisas mas parece que têm o poder de o fazer feliz.

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De acordo com o site Insider, estas são algumas práticas que parecem ter a capacidade de aumentar o humor e a sua felicidade. São pequenas coisas mas, de acordo com alguns psicólogos, são suficientes para lhe trazerem mais felicidade à vida.

– Fazer uma caminhada ou olhar para o céu numa noite estrelada;

– Anotar três ou mais coisas que o fazem sentir bem, de maneira a impulsionar esses desejos e transformar o que está escrito em realidade;

– De acordo com um relatório realizado, ir à Suíça, pois vai fazê-lo mais feliz uma vez que foi eleito o destino mais feliz do mundo;

– Beber café, mas com moderação;

–  Meditar e descobrir quais são os benefícios de ter paz e silêncio;

– Ler uma história de aventura;

– Sair da zona de conforto e ter novas experiências;

– Fazer coisas que o façam feliz, ainda que o seu estado de espírito não seja esse;

–  Participar em actividades culturais;

–  Ao contrário do que se pensa, pode ouvir música triste pois parece ser uma actividade que tem sido cada vez mais associada ao aumento da felicidade;

–  Definir metas e objectivos para a sua vida;

– Apontar todos os sentimentos, é bom para esclarecer os seus pensamentos e resolver todos os problemas de forma mais eficiente para aliviar o stress;

– Gastar dinheiro com os outros e não apenas consigo;

– Fazer voluntariado de forma a ajudar os outros;

– Arranjar tempo para estar com os amigos;

– Perdoar;

– Ser optimista e realista;

–  Sujar as mãos e sentir/ respirar odores estranhos pode elevar o seu estado de espírito, de acordo com um estudo que descobriu uma bactéria que é encontrada no solo e que produz efeitos semelhantes a medicamentos anti-depressivos;

– Desfrutar de uma refeição na praia;

– Fazer exercício;

– Trabalhar mais a sua habilidade preferida;

–  Ser paciente, pois a felicidade tem tendência a crescer com a idade.

 

Fonte: Sol

Poluição ameaça local de nascimento de Buda

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O local onde teria nascido Buda (Sidarta Gautama, fundador do Budismo) no Nepal está ameaçado por causa da poluição, alertam autoridades e cientistas.

Dados recentes recolhidos por estações de monitorização da qualidade do ar em cinco lugares do país mostram que Lumbini é altamente poluído.

Os alertas ocorrem em meio de uma expansão industrial perto do local sagrado.

Em janeiro, o índice de poluição atmosférica em Lumbini, no sudoeste do Nepal, era de 173.035 microgramas por metro cúbico.

O nível considerado seguro pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 25 microgramas por metro cúbico. Já o padrão nacional estabelecido pelo governo do Nepal é de 40.

Turistas e monges dizem que têm dificuldade para respirar no local.

O monge Vivekananda, responsável por um centro de meditação internacional em Lumbini, é um dos que reclamam: diz que sofre com a tosse e precisa usar máscaras enquanto medita perto do templo de Mayadevi, construído exactamente no local onde Buda teria nascido.

“Recebemos no nosso centro de meditação pessoas que sofrem de asma, e o estado de saúde delas piorou consideravelmente durante a estadia em Lumbini”, explica.

“Em pelo menos três casos, (visitantes) tiveram de antecipar o regresso para casa por causa dos altos níveis de poluição.”

Outro estudo conduzido pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a Unesco (braço da ONU para a cultura) revelou que a poluição também está ameaçando o Património da Humanidade de Lumbini.

“A expansão das indústrias emissoras de gás carbónico dentro da zona protegida de Lumbini vem causando vários problemas, como ameaças à biodiversidade e riscos para a saúde aos habitantes, sítios arqueológicos, e valores culturais e sociais”, diz o estudo.

Uma pesquisa realizada em três monumentos de Lumbini concluiu que o jardim sagrado – um dos principais cartões-postais do local – estava poluído por componentes sólidos e gasosos dispersos no ar.

“Nas amostras colhidas no pilar de Ashoka (construído em 249 a.C. pelo imperador Ashoka para marcar o local de nascimento de Buda), gipsita, calcita, dolomita e magnesita estão presentes na forma de uma poeira fina na superfície”, diz levantamento realizado pelo arqueólogo italiano Constantino Meucci, da Universidade de Roma.

“Todos os componentes são resultado do ciclo de produção de cimento”, acrescentou.

Muitas dessas fábricas estão dentro dos limites da Zona de Protecção de Lumbini, algo que os ambientalistas dizem tratar-se de uma violação das regulações do governo.

“Quando o vento traz mais poluição, vemos muitos monges meditando aqui usando máscaras”, diz Shankar Gautam, que acabou de se aposentar depois de trabalhar por 30 anos como funcionário da saúde pública.

“Estudos mostram que nos últimos dez anos o número de pessoas com doenças pulmonares aumentou. A poeira que vem para cá também gerou uma explosão de casos de doenças de pele”, agregou.

Importante ponto de peregrinação para os budistas, Lumbini atrai muitos turistas.

No ano passado, a localidade recebeu 1 milhão de visitantes e autoridades planeiam transformá-lo num grande destino turístico internacional.

O governo do Nepal diz estar ciente do problema.

“Sabemos que Lumbini é mais poluído do que Katmandu (capital do Nepal)”, diz Shankar Poudel, chefe da divisão de medição de poluição atmosférica no Ministério do Meio Ambiente.

“Planeamos detectar as fontes da poluição usando um drone num futuro próximo e esperamos que isso ajude a minimizar o problema”.

Reportagem: Navin Singh Khadka, da BBC

Mãe Desnecessária | Dalai Lama

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A boa mãe é aquela que vai tornando-se desnecessária com o passar do tempo. Ouvi essa frase algumas vezes de um amigo psicanalista, e ela sempre me soou estranha.  Depois entendi que chega a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria debaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha imensa, para quem é mãe. (…) Todavia hoje essa verdade, é absolutamente clara para mim. 
Se eu fiz o meu trabalho como deve ser, então tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto deles não conseguirem ser autonomos, confiantes e independentes.
É permitir que eles estejam prontos para traçar o seu rumo, fazer as suas escolhas, superar as suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.  A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.  Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe – solidários – criam filhos para serem livres.  Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. Dê a quem você Ama : Asas para voar. Raízes para voltar. Motivos para ficar.

 

7 coisas que o vão deixar mais Feliz

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Não há ninguém que não queira ser feliz, mas isso não que dizer que seja tarefa fácil. Ainda assim, há coisas simples que pode fazer no seu dia-a-dia para ter uma vida recheada de felicidade.

O Business Insider recorreu a vários estudos científicos e seleccionou sete actividades que o podem ajudar a ser mais feliz:

1. Passe mais tempo com as pessoas de quem gosta

Grande parte da felicidade está ligada às pessoas de quem se gosta, seja amigos ou familiares. Vários estudos comprovaram que as pessoas ficam mais felizes se estiverem com aqueles de quem gostam. Esta é a desculpa ideal para ligar àquele primo ou àquela amiga com quem não está há muito tempo e com quem gosta tanto de conversar.

2. Pratique exercício físico

A prática de um desporto está associada a três palavras-chave: energia, endorfinas – hormonas que controlam o sentido de humor – e sentir-se realizado. Estes três componentes são a ‘receita ideal’ para ser mais feliz. Acabe de uma vez com as desculpas e inscreva-se num ginásio. Ou então levante-se do sofá e vá caminhar pela sua cidade.

3. Tenha um relacionamento de longa duração

Pode parecer cliché, mas tem mais importância do que imagina. Estudos descobriram que as pessoas casadas são mais felizes e aguentam melhor as situações stressantes da vida do que os solteiros. Comece a olhar à sua volta e procure alguém com quem acha que pode partilhar o lado bom e mau da vida.

4. Arranje um emprego que goste

Com a crise, a maioria das pessoas fica satisfeita só de ter um emprego. Ainda assim, as pessoas satisfeitas no seu emprego são mais felizes. Estar num trabalho que não se gosta – seja pelo ambiente ou pelas suas funções -, pode ser fonte de grande infelicidade.

5. Empenhe-se nos seus objectivos

Cumprir objectivos e a felicidade estão intrinsecamente ligados. As pessoas mais felizes têm mais energia e essa energia pode ser direccionada em cumprir os seus objectivos de vida. Mas a realização destes ‘sonhos’ também pode ser fonte de felicidade. Estabeleça um objectivo e faça os possíveis (e impossíveis) para o concretizar. Vai ver que se vai sempre muito bem nessa altura.

6. Coma comida fresca

Ter uma alimentação saudável faz bem à sua saúde a vários níveis. Um estudo de 2013 comprovou que comer fruta e vegetais está ligado a uma vida mais feliz. Se não tem por hábito comer estes alimentos, comece a introduzi-los aos poucos na sua alimentação.

7. Utilize o dinheiro ‘como deve ser’

Daniel Gilbert, um psicólogo da Universidade de Harvard, afirmou que “se o dinheiro não o faz feliz, é porque não o está a gastar correctamente”. Ter novas experiências traz mais felicidade a longo prazo do que coisas materiais portanto use as suas poupanças para viajar ou para fazer coisas que não costuma fazer.

Fonte: Ionline

Morte sob a perspectiva do Budismo Tibetano

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A morte é a única grande certeza da vida, e no entanto continua sendo temida. “Uma boa morte é aquela na qual somos capazes de evitar as distrações da tristeza, da perda e da dor física e dirigir a nossa mente para a sabedoria última”, ensina a lama Chagdud Khadro, directora espiritual do Khadro Ling, o maior templo budista tibetano da América Latina. “Quando reconhecemos que cada momento das nossas vidas é impermanente, como um sonho, e que a cada instante nos aproximamos da morte, nos sentimos motivados a encontrar um sentido mais profundo na vida. Do contrário, a vida passa, os momentos se dissipam, e subitamente estamos em nosso leito de morte, perguntando-nos qual a razão de tudo isso”, diz a lama.

Para ela, contemplar a impermanência e a morte ajuda o indivíduo a ter claras suas prioridades. “Sabendo que as consequências de todas as nossas acções, sejam positivas ou negativas, seguem-nos como uma sombra, torna-se lógico abster-se do que é prejudicial para nós e para os outros”, finaliza.