Matthieu Ricard, o monge budista declarado como o homem mais feliz do planeta após um estudo neuronal da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, lembrou no Chile que o amor «é o único que sempre é multiplicado a cada vez que é investido».

Retrato sereno de Matthieu Ricard com vestes monásticas bordô e dourado, expressão tranquila e fundo escuro suave

Ricard, que era biólogo molecular antes de abraçar a vida monástica, afirmou que a transição para monge foi um caminho natural na sua busca por compreender a mente humana e cultivar o bem-estar interior. Reside no mosteiro nepalês Shechen Tennyi Dargyeling, onde se dedica à prática e ao estudo do budismo tibetano.

O estudo da Universidade de Wisconsin

Investigações neurocientíficas conduzidas na Universidade de Wisconsin mediram a atividade cerebral de Ricard durante práticas de meditação, revelando níveis excecionalmente elevados de ondas gama — associadas à atenção, aprendizagem e bem-estar emocional. Os resultados levaram a que fosse descrito na imprensa como «o homem mais feliz do mundo».

«O amor é o único que sempre é multiplicado a cada vez que é investido.»

Durante a sua passagem pelo Chile, Ricard partilhou reflexões sobre a importância do altruísmo e da compaixão como fundamentos para uma vida com sentido. Sublinhou que o amor, longe de se esgotar, expande-se quando é oferecido — uma ideia que ecoa ensinamentos centrais da tradição budista.

A sua trajetória — da biologia molecular ao monaquismo — continua a inspirar pessoas em todo o mundo, mostrando que a ciência e a espiritualidade podem dialogar de forma fecunda na busca pelo bem-estar humano.