E se os pais também praticassem Mindfulness?

O livro clássico da “parentalidade consciente” está, pela primeira vez, em português. A obra da dupla Myla e Jon Kabat-Zinn é um guia de para pais e não só. E estas são as suas ideias principais.

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A primeira versão do livro foi escrita na década de 1990. Eram poucas as obras que, então, abordavam a “experiência interior da parentalidade”, pelo que o termo “parentalidade consciente” surgiu, pela primeira vez, impresso nas suas páginas. Quase 20 anos depois, a dupla de autores Myla e Jon Kabat-Zinn publicou, em 2014, uma versão actualizada de Pais Conscientes, Filhos Felizes (editora Lua de Papel), que só agora chega traduzida ao mercado português.

De uma forma resumida, este pode ser encarado como um guia de inteligência emocional para pais e, sobretudo, um livro de mindfulness, que deixa a descoberto a forma de educar os filhos na perspectiva do presente. Educá-los em tempo real, digamos assim, é uma ferramenta essencial para que pais e mães vejam os filhos pelo que realmente são e não pelo que gostariam que fossem.

Em jeito de compilação, reunimos algumas das ideias fundamentais apresentadas no livro.

Mindfulness quer dizer consciência. (…) Quando trazemos consciência para a forma de criarmos os filhos, mediante o recurso à atenção plena enquanto prática, isso pode levar a um conhecimento e entendimento mais profundos tanto dos nossos filhos como de nós mesmos. “Pais Conscientes, Filhos Felizes”, pág. 42

Recordemos: O que é o Mindfulness?

A obra em causa discursa ao longo de 400 páginas sobre a “parentalidade em atenção plena”. Mas antes de mergulharmos de cabeça no conceito que defende que os pais, à semelhança dos filhos, devem entregar-se à sabedoria do mindfulness, vale a pena recordar o que significa o conceito.

Em abril de 2016, Vasco Gaspar, autor do livro Aqui e Agora, explicava  que mindfulness era tão simplesmente a “capacidade de estar presente”, o “estar consciente do que se passa à nossa volta”, das emoções que vamos sentindo ao longo do dia e do nosso próprio corpo. O livro Pais Conscientes, Filhos Felizes não foge à lógica e os seus autores garantem que o mindfulness “é a consciência que surge ao prestarmos atenção de propósito, no momento presente, sem juízos de valor”. A sua prática é tida como uma ferramenta que visa contrariar vidas em piloto automático, circunstância da qual muitas vezes somos vítimas, prestando atenção “apenas selectiva e aleatória”, tomando coisas importantes por garantidas e formando opiniões rápidas e muitas vezes irrefletidas.

Mindfulness para pais. Como funciona?

mindfulness, enquanto disciplina meditativa, tem vindo a marcar presença na nossa sociedade nos últimos 35 anos em diferentes áreas, educação incluída. A dita “parentalidade consciente”, associada ao mindfulness, “envolve manter presente o que é verdadeiramente importante à medida que tratamos das actividades do quotidiano com os nossos filhos”. É esta uma forma que nos incita a reconhecer mais facilmente os desafios enfrentados diariamente, uma vez que “a consciência tem de ser inclusiva”.

Isto é, “tem de incluir reconhecer as nossas próprias frustrações, inseguranças e defeitos, os nossos limites e limitações”. Cada momento é visto como uma nova oportunidade para pôr estas ferramentas em prática, uma vez que a “parentalidade consciente” é um processo contínuo e não tem em vista objectivos fixos.

mindfulness não implica, porém, concentrar-nos em excesso num filho. A ideia é, ao invés, ajudar-nos a “desenvolver e sustentar uma autoconsciência incorporada”, que pode ser posta em prática por via formal ou informal — a primeira diz respeito à meditação, ainda que não seja preciso cruzar pernas, e a última é conhecida como “mindfulness no quotidiano”, sendo a principal prática recomendada aos pais. De referir que das dezenas de milhares de pessoas que já completaram, nos EUA, o Programa de Redução de Stress Através da Atenção Plena (MBSR, iniciais em inglês), a grande maioria são pais.

O mindfulness não nos diz o que fazer, mas oferece-nos, isso sim, uma forma de escutar, uma forma de prestarmos muita atenção àquilo que cremos ser importante e de expandirmos a visão do que isso pode ser em qualquer situação, sob quaisquer circunstâncias.” Pág. 57

Soberania, empatia e atenção

Os autores defendem que os pais devem respeitar a soberania dos filhos, isto é, confiar naquilo que eles são, genuinamente — soberania no sentido da natureza verdadeira de cada um. “A soberania é muito diferente de prerrogativas sem limites. Não significa que se deva dar às crianças tudo o que querem, nem que outros devam fazer o trabalho delas.”

A isto acrescenta-se a questão da empatia e da aceitação: “Mais do que qualquer outra coisa, uma preparação cuidadosa da soberania de um filho e o ato de a honrar através da empatia e aceitação são a essência da parentalidade com atenção plena”, lê-se na obra. A empatia em causa serve para que os pais vejam as coisas a partir da perspetiva dos filhos — é o exercício de tentar perceber o que eles estão a sentir ou a viver em determinado momento. “Esforçamo-nos por transpor uma consciência compassiva para o que está a acontecer em cada momento. Isto inclui uma noção dos nossos próprios sentimentos, também.”

A soberania e a empatia são ampliadas pela aceitação, explicam os autores, que a definem como um terceiro elemento fundamental da “parentalidade com atenção plena”. A aceitação é, então, tida como uma orientação interior que reconhece que as coisas são como são, uma ideia nem sempre fácil de aceitar no dia a dia.

“A prática do mindfulness consiste em desenvolver consciência da nossa relação com o momento presente e em reparar quando nos debatemos contra a forma como as coisas são.” A aceitação não pode, no entanto, ser equiparada a resignação passiva ou a derrotismo, da mesma forma que o respeito pela soberania dos filhos não deve ser confundido com deixá-los fazer tudo o que querem. O que está aqui em causa é a não tão aparente dificuldade em aceitar os filhos tal qual eles são: “Aceitar os nossos filhos tal como são. Parece tão simples. Mas com que frequência damos por nós a querer que ajam, pareçam ou sejam diferentes do que realmente são naquele momento?”.

Respirar, respirar e respirar

Num capítulo dedicado à respiração, os autores começam por explicar que uma forma de dar início à já tão falada “parentalidade com atenção plena” é através do cultivo de uma certa “intimidade com a nossa própria respiração” ao longo do dia. É fácil perceber o motivo: ao estarmos conscientes da nossa respiração, trazemos a mente e o corpo para o momento presente. Esta prática continuada ajuda a preservar o momento presente com maior calma e clareza. Não é por acaso que muito da meditação anda em torno de exercícios de respiração que promovem a calma e ajudam até a reduzir o stress.

Mudar fraldas, limpar a bagunça, interromper discussões, correr para aqui e para ali, preocupar-nos e sentirmo-nos ansiosos, trabalhar ou brincar, tempo “activo” ou “inactivo” — todas estas são ocasiões apropriadas para usarmos a nossa própria respiração, para estarmos mais presentes.” Pág. 132

Discernimentos vs Julgamento.

Se por um lado podemos não ter consciência da forma como respiramos, por outro, é provável que tenhamos apenas a vaga ideia de que passamos o tempo todo a pensar. O exercício de prestar atenção à respiração permite, pois, observar, sem criticar, o que nos vai passando pela mente — pensamentos quase sempre “opinativos e ou parcial e totalmente inexatos” — e deixa-nos perceber como é difícil, na maior parte dos casos, estabilizar a atenção. É a partir dessa torrente de pensamentos que criamos modelos de realidade, “sob a forma de ideias e opiniões acerca de nós, dos outros e do mundo” que acreditamos como verdadeiros. Escrevem os autores que quanto mais nos apegamos a essas ideias mais diminuídos ficamos e as nossas possibilidades de crescimento estreitam-se.

“O que é requerido para cultivar o mindfulness e a parentalidade com atenção plena, em vez de julgamento, é discernimento, a capacidade de observar algo em profundidade e detetar distinções relevantes e com clareza. O discernimento é a capacidade de ver isto e aquilo, por oposição a isto ou aquilo. É sinal interno de respeito pela realidade.”

Fonte:Observador Foto: iStockphoto/lolostock

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Yoga: Preserva memória e auxilia envelhecimento

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A prática regular de yoga pode ajudar a preservar as regiões cerebrais associadas a funções como atenção e memória de trabalho ao longo do processo natural de envelhecimento. É o que indica um novo estudo, feito no Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein. Investigadores  chegaram a essa conclusão após analisar, por meio de ressonância magnética, o cérebro de 42 idosas. Todas tinham condições de saúde, idade e escolaridade semelhantes, mas apenas metade das voluntárias era adepta da prática. “Os exames mostraram que o córtex pré-frontal das mulheres que praticavam yoga há pelo menos oito anos era mais espesso quando comparado ao das não praticantes. Esse resultado sugere que o exercício tenha um papel de neuroprotecção, retardando a degeneração cerebral que ocorre com a idade da mesma maneira que retarda a perda de massa muscular”, disse Rui Afonso, primeiro autor do artigo com resultados do estudo publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience. “Baseamo-nos num trabalho anterior de uma das coautoras [Sara Lazar, da Harvard Medical School], segundo o qual pessoas que praticavam meditação há pelo menos 10 anos tinham regiões do cérebro – algumas áreas do córtex pré-frontal e da ínsula – mais espessas que a de não praticantes”, disse Kozasa, que conduz o projecto de pesquisa “Efeitos da prática do yoga em pacientes com esclerose múltipla: uma abordagem multidimensional”. Embora o estudo feito em Harvard tenha incluído indivíduos de idades variadas, a diferença na espessura cortical foi mais expressiva em pessoas idosas. “Decidimos, então, realizar o estudo apenas com idosos. Optamos pelo yoga por ser mais fácil encontrar praticantes de longa data e também por ser um exercício que tem um componente meditativo”, disse Kozasa. Envolve a prática de posturas físicas ou asanas (pronuncia-se ássanas) e também técnicas de respiração conhecidas como pranayamas, gestos (mudras) e contrações musculares voluntárias (bandhas). Além de equilíbrio e força muscular, portanto, o exercício requer um esforço de atenção, concentração e até mesmo da chamada memória de trabalho – necessária para cumprir tarefas específicas, como a reprodução de algumas das centenas de asanas diferentes. “Existem diversos estudos comprovando os benefícios do yoga, principalmente em relação ao alongamento e ao equilíbrio, mas também à memória e à atenção. Os nossos dados vão ao encontro dessas evidências da literatura científica”, disse Kozasa. A investigadora faz uma ressalva de que, para ter a certeza de que a maior espessura cortical observada é de facto resultado da prática de yoga, seria necessário acompanhar um grupo de voluntários desde antes de começarem a praticar o exercício. “Por isso, pretendemos começar um novo estudo longitudinal [de longo prazo] com outros voluntários que ainda não praticam yoga, mas pretendem se tornar adeptos”, disse.

Exame. Foto: Yoga (Spencer Platt/Getty Images)

Dalai Lama: O Mundo está tornando-se num lugar melhor

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Durante os seus recentes ensinamentos em Riga, capital da Letónia, o líder budista Dalai Lama disse acreditar que o mundo está melhorando, uma vez que as pessoas estão mais dispostas a rejeitar o sofrimento.

“Eu acredito que o mundo está tornando-se num lugar melhor”, destacou, num encontro com luminares culturais na sessão de ensino para a Rússia e países do Báltico. “As pessoas ficaram mais maduras por causa do sofrimento e das guerras mundias, elas já tiveram abuso suficiente”, afirmou, explicando que há uma tendência bem maior a de se resistir activamente à violência e buscar mais a paz.

Para o Dalai Lama, o pensamento comum mudou significativamente ao longo das últimas décadas. Segundo ele, se, na primeira metade do século XX, cidadãos de diferentes países participaram com orgulho numa série de conflitos, na segunda metade e no início do século XXI, os protestos contra as guerras foram muito mais significativos.

“Baseadas no senso comum, as pessoas da Europa, atingidas pela Primeira e pela Segunda Guerra Mundial, criaram a União Europeia. Com a antiga mentalidade, isso não seria possível.”

Perguntado sobre a possibilidade de um novo conflito mundial, Sua Santidade disse que, embora alguns líderes políticos digam que é possível, ele, pessoalmente, não acredita.

“Afinal, se realmente usarem armas nucleares, pode destruir não só o inimigo, mas também a si mesmo”, disse o Dalai Lama.

Sexualidade e Budismo

O budismo não valoriza o sexo como imoral ou prejudicial para o homem, mas como um elemento que serve de equilíbrio entre corpo e mente.

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Todas as práticas sexuais acordadas e aceites pelos homens nunca podem ser consideradas negativas, em nenhum dos seus aspectos, como homossexualidade, prostituição …

A concepção do sexo do budismo é bastante aberta, embora seja necessário diferenciar dentro dela a corrente entre os fiéis e os monges, cujas práticas são muito mais restritivas. Os monges acreditam que, para alcançar o nirvana, é necessário eliminar todos os desejos. É por isso que também podemos ver a existência de correntes budistas mais restritivas no assunto da sexualidade.

O budismo claramente diferencia os monges dos seguidorese. Esses fiéis seguem apenas cinco óptimos preceitos. No entanto, no mundo dos monges existe uma clara diferenciação de género. Os monges são obrigados a cerca de duzentos e cinquenta regras de disciplina. As freiras possuem mais normas, chegando a 348 regras ou regras disciplinares.

Todas essas regras e regras estão no Vinaya. Tanto os monges quanto as monjas budistas estão sujeitas ao código Vinaya, que é uma das três principais secções das escrituras sagradas da tradição Theravada.  O incumprimento deles é punido de acordo com a culpa cometida, que vão desde a confissão pública até a mais severa, o que significa a expulsão do convento. O budismo em relação à ética e à moral sexual mantém duas concepções, mais abertas aos seguidores fiéis e outras muito mais restritivas para os seus monges e freiras.

A adopção do estilo de vida budista significa liderar uma vida rigorosa e disciplinada, bem como aquela que conduz ordens contemplativas cristãs. Buda exige aos seus monges que evitem falhas na castidade. Há duas excepções no clero budista, a primeira é no budismo tântrico, que inclui a sublimação do desejo sexual como parte activa do amino para o esclarecimento. A segunda excepção ocorre no budismo japonês, onde os monges se integram na sociedade, permitindo que eles se casem, mas devem cumprir certas regras. As funções dessas monges são o cuidado do templo e a atenção à comunidade.

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Para os fiéis budistas, Buda propôs três caminhos: Abster-se de tomar a vida dos seres e viver com compaixão em relação a eles. Abandonar o roubo, a apropriação do que não nos foi dado. Não relacionar sexualmente com alguém que prejudica o sentimento de protecção de um terceiro em relação a essa pessoa. Os cinco preceitos que são o guia ético para o qual os fiéis budistas devem ser guiados são:

1º O preceito de respeitar a vida.

2º O preceito de não aceitar o que não me é dado.

3º O preceito de ter uma conduta sexual que não é prejudicial para os outros ou para mim mesmo

4º O preceito de não falar de forma prejudicial, mentirosa, grosseria na língua, ostentação, fofoca ou conversa vã.

5º O preceito de não tomar intoxicantes que podem alterar a mente e colocar em risco quebrar os outros preceitos.

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Religião e Sexualidade

O budismo não considera o sexo como algo sujo ou prejudicial. No entanto, o apego ao sexo e ao vício sexual são muito prejudiciais para as pessoas e, como resultado, o budismo pede aos seus fiéis que sejam evitados ao máximo. No mundo chinês, o sexo é uma parte fundamental do futuro do ser humano, levando a uma melhor saúde física e mental. Podemos afirmar que “a arte sexual é considerada um acto natural e, portanto, não está associada a nenhum conceito de culpa moral “. Consequentemente, o acto sexual é um dever sagrado tanto para homens como para mulheres, e a abstinência é considerada uma atitude não positiva. Como podemos verificar que o sexo é avaliado como uma função necessária no homem para manter o equilíbrio entre corpo e mente. Excepto no caso dos monges, o sexo no budismo desenvolve o caminho para evitar os extremos de vício ou repressão. Os monges que seguem Theravada e Mahayana são totalmente proibidos pela actividade  sexual pelo código Vinaya. Em Vajrayam, o budismo dos Himalaias, lamas que não foram monges ordenados podem-se casar e ter filhos.

Homossexualidade

Foi sempre aceite, mesmo pelo próprio Buddha Gautama. Ao contrário de outras religiões, o budismo não condena a homossexualidade, dando liberdade aos seus seguidores e exigindo o máximo respeito. Permitiu a existência de monges homossexuais, com excepção  do que eles chamam de PANDAKAS. Estes são os eunucos ou hermafroditas, isto é, aqueles que não têm testículos. Este termo também se refere àqueles que têm um certo tipo de desvio. Ou seja, o acesso a travestis e transsexuais foi vetado.

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Actualmente na Tailândia, alguns abades permitiram a ordenação destes como monges, avaliando o seu estado mental mais do que a aparência externa da pessoa. Se vemos que aconteceu no Japão no passado com a homossexualidade, vemos a homossexualidade como algo natural e vemos como eles aparecem nos textos históricos, algumas gueixas eram meninos jovens que cantavam, dançavam … e foram aceites como amantes dos senhores feudais. Isso também pode ser visto no mundo dos samurais, onde os jovens se entregaram aos seus professores e nos lembrando o que estava acontecendo no mundo grego com pederastia. Antes do século XVII, nenhuma escola budista considerava a homossexualidade como comportamento sexual errado. No entanto, com a chegada ao Oriente do pensamento ocidental e ao cristianismo, tudo isso junto com as grandes transformações sociais que ocorreram, causaram que no mundo budista não houvesse um pensamento único, pudessem encontrar opiniões favoráveis ​​e contrárias.

O Matrimónio

Ao contrário de outras religiões, o budismo não existe a cerimónia de casamento. No entanto, vemos isso com a chegada do pensamento ocidental, quando as celebrações do casamento ocorrem, um monge é convidado de modo algum a abençoar a união. É curioso que, no Japão, os casamentos sejam celebrados na sequência dos ritos xintoístas. No entanto, há um grande debate quando o casamento é de duas pessoas do mesmo género. O Buda sabia que havia uma homossexualidade na sociedade, mas nunca se opôs a tais sindicatos, como pode ser visto nas escrituras da tradição budista theravada. Isso não é um obstáculo ao facto de que actualmente existem sectores budistas que questionam esse tipo de união.

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A prostituição

O budismo nunca rejeitou as prostitutas. Ele considera pessoas dignas e respeitáveis, como o resto dos seres humanos. Se seguirmos Shravasti Dhammika, que diz que a pessoa que exerce a prostituição para poder ter dinheiro e sair da pobreza e da miséria considera válida. Ele avalia que é diferente daquele que o exerce por ganância, considerando que é uma maneira mais fácil de ganhar dinheiro do que em outras profissões, embora estas sejam mais difíceis e com menos dinheiro. Portanto, este segundo aspecto da prostituição acumula um Kharma negativo.

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Shravasti Dhammika expressa com absoluta certeza que as prostitutas nunca devem ser mal interpretadas pela sociedade, nem humilhadas ou maltratadas no budismo. Esta consideração serve apenas quando a prostituição é exercida voluntariamente. Não é o mesmo quando uma pessoa é forçada pela força a prostituir-se ou é vítima de exploração sexual. Sempre houve um profundo debate dentro das diferentes correntes budistas em relação à prostituição, uma vez que um sector considera que dá muitos males e vícios para o ser humano e, portanto, deve ser rejeitado. Outro sector do budismo acredita que a prostituição não é ruim, desde que não prejudique ninguém. No entanto, essas duas correntes coincidem em que as pessoas que exercem a prostituição são tão dignas quanto o resto dos seres humanos e devem ser recebidas dentro dos fiéis budistas.

Budismo e outros Comportamentos Sexuais

O budismo rejeita qualquer conduta sexual que seja prejudicial para os próprios ou para outras pessoas. Desta forma, são consideradas relações sexuais anormais, violação, pedofilia, abuso sexual, adultério e muito explicitamente, zoofilia. O budismo considera uma aberração sexual quando alguém não pode responder por causa dos seus limites mentais e intelectuais. O budismo deixa claro que o adultério é uma forma de sexo não natural, com mulheres cuidando de seus pais, marido ou irmãos, ou mulheres presas, casadas ou noivas. O budismo considera o adultério como muito prejudicial, pois provoca dor na pessoa enganada e implica uma mentira. O sexo com presas é considerado muito negativo, uma vez que as mulheres não têm liberdade de decisão e, portanto, significa formas de extorsão, violência e abuso sexual. Quando o budismo fala de não ter relações sexuais com parentes, significa que é totalmente contra qualquer tipo de incesto e também especialmente negativo quando ocorre com menores não podendo exercer liberdade.

Devemos ser claros, que o budismo tem uma igualdade muito clara entre homens e mulheres. Em diferentes actos sexuais, como o sadomasoquismo e o BDSM, não proíbe essas práticas, desde que exista nestas formas sexuais a aquiescência das pessoas que as praticam.

O Tantrismo

É um conjunto de ensinamentos que inclui a mudança do desejo sexual para a realização do nirvana. Anteriormente, o tantrismo era praticado tanto em pares como individualmente, no entanto, actualmente é usado principalmente para meditação e visualização. O tantrismo de Buda não tem nada a ver com a ideia de cercar a vida do prazer sexual ou qualquer coisa a ver com a sociedade de consumo. O tantrismo é muito pouco conhecido e existem sectores do budismo que o rejeitam. No entanto, dentro do trantismo, houve grandes professores. O professor budista Vajrayana ensina práticas em que o contacto físico não é necessário.

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Aborto e Contraceptivos

O budismo não mantém uma posição clara sobre o aborto. As posições mais tradicionais dizem-nos, devemos evitar o aborto. Este debate baseia-se em interpretações da mente e da reencarnação, o que nos leva a entender os diferentes tipos de visão. Quando ocorreu este debate, as monges são muitas vezes pronunciadas para ou contra, mas o que é certo é que o código Vinaya proíbe as monges de sugerir o aborto às mulheres .Algumas comunidades, como os japoneses, realizam cerimónias rituais de reparação para mulheres que experimentaram aborto e exigem isso. É sempre procurado, qual é a origem dessa decisão e, dependendo das causas que causam o aborto, é considerada a seriedade do mesmo, por exemplo, se é por causa de um forte desejo carnal, o aborto é muito condenado. Apesar disso, não há uma regra geral no budismo que proíba ou aceita o aborto, mas tende a observar e estudar caso a caso. O aborto é aceite desde que seja anterior a seis semanas após a concepção. O budismo nunca rejeitou o uso de métodos contraceptivos.

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Para o budismo, o sexo não deve ser reprimido por pecaminosos ou morbidamente exagerados. Isso deve estar sob o controlo da vontade, como é quando está bem contemplado e colocado na perspectiva apropriada. Como podemos ver, muito longe das concepções das três religiões monoteístas.

Fonte: Nova Tribuna

Porque não estamos iluminados

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Se alguém reflectir genuinamente sobre a renúncia, não se trata de desistir de coisas externas como dinheiro, deixar a casa ou a família. Isso é fácil. A renúncia verdadeira é abrir mão dos nossos queridos pensamentos, de todo o nosso deleite nas memórias, esperanças e devaneios, da nossa tagarelice mental. Renunciar a isso e ficar nu no presente, isso é renúncia.

O facto é que dizemos que queremos a iluminação, mas na verdade não queremos. Apenas porções de nós quer a iluminação: o ego que pensa como isso seria bom, confortável e prazeroso. Mas realmente abandonar tudo e ir atrás? Poderíamos fazer isso num instante, mas não fazemos.

E a razão é que somos muito preguiçosos. Ficamos paralisados pelo medo e letargia — a grande inércia da mente. A prática está lá. Qualquer pessoa no caminho budista certamente conhece essas coisas. Então, como é que não estamos iluminados? Não temos ninguém para culpar a não ser nós mesmos.

É por isso que ficamos no Samsara, porque encontramos sempre desculpas. Em vez disso, devemos-nos despertar. Todo o caminho budista é sobre despertar. Ainda assim, o desejo de continuar dormindo é tão forte. Independente de quanto dizemos que iremos despertar para ajudar todos os seres sencientes, na verdade nós não queremos isso. Gostamos de sonhar.

(Jetsunma Tenzin Palmo)

“Ohmm…” E se as crianças meditassem na escola?

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A meditação está a chegar às salas de aula um pouco por todo o país. Com o regresso à escola, fomos perceber como funcionam os programas de mindfulness e quais são, afinal, as suas vantagens.

No início, Zé achava aquilo tudo uma “treta”. O aluno do quinto ano gozava com os colegas quando, em aula, chegava a vez de meditar por alguns minutos. As caretas que os colegas faziam eram, para este rapaz de 11 anos, irresistíveis. Não havia como não fazer pouco do que estava a ver. Ele mesmo o admite, numa confissão gravada para fins académicos. No vídeo não se vê a cara do jovem, apenas o sorriso maroto e a linguagem corporal que ajuda a validar as respostas quando conta que, afinal, estava errado. As coisas mudaram quando Zé começou a praticar mindfulness no segundo período, exercícios de concentração que deixavamo-no cada vez mais relaxado e apto a trabalhar. Agora, custa-lhe menos fazer o sumário e já não há tanta energia para gastar.

Meditar na sala de aula

Zé é um dos alunos do Agrupamento Escolas João Villaret, em Loures, que usufrui do projecto “Mentes Sorridentes”, criado há coisa de dois anos não pelos melhores motivos. Os ataques de pânico entre os miúdos eram frequentes, tão frequentes que Dulce Gonçalves decidiu agir em nome do bem-estar dos alunos e trocar a medicação pela meditação. “Tinha de haver outra resposta que não enviar os miúdos diretamente para o hospital”, conta a professora de Educação Especial na Escola João Villaret. O início do projecto não foi fácil. O preconceito ou, se quisermos, a descrença entre colegas era óbvia e até a direcção torceu o nariz, pelo que o conceito “meditação” foi imediatamente posto de lado e substituído por “mindfulness” que, hoje, cai melhor em conversa — uma troca que consistiu numa “estratégia de marketing para diluir a resistência”.

No ano letivo 2015-2016, o Agrupamento de Escolas João Villaret passou a ter um projeto de mindfulness aplicado a um grupo piloto composto por 30 alunos com graves níveis de ansiedade, indisciplinados e com dificuldade em lidar com as próprias emoções. Durante a hora de almoço, e num espaço exterior à sala de aula, os alunos tinham sessões de 10 a 15 minutos, sendo que, primeiramente, era explicado o funcionamento básico do cérebro. O programa de oito semanas e de carácter facultativo acabou por pegar bem mais depressa do que Dulce Gonçalves alguma vez sonhou.

Dois anos depois, o formato original continua a existir e chega, inclusive, às salas de aula na forma de meditações tão diárias quanto o possível, após o intervalo da manhã e o da tarde. Só no ano passado, mais de 500 alunos, desde o jardim de infância ao nono ano, beneficiaram do projecto que é feito em parceria com a equipa de neurociência do Hospital Beatriz Ângelo. “Nós trabalhamos com alunos, docentes e funcionários. Somos uma equipa multidisciplinar que avalia cientificamente os resultados”, garante Dulce Gonçalves. Nem de propósito, o Ministério da Educação — que assegura que a implementação de projectos deste género “cabe no âmbito da autonomia de cada escola” — usa o agrupamento escolar em causa, e os seus “resultados muito animadores”, como um bom exemplo.

E que resultados são esses? Segundo os artigos científicos disponibilizados por Dulce Gonçalves, os alunos reportaram “melhoria no controlo da ansiedade de desempenho”, melhoria na concentração, diminuição da impulsividade e maior prazer nas relações e maior sentido para a vida”. Na conclusão assinalada no trabalho “Mentes Sorridentes – Uma proposta de promoção da saúde mental em meio escolar” lê-se, então, que as “técnicas de mindfulness, aplicadas num protocolo simples e curto, obtêm resultados positivos na gestão emocional que permite a disponibilidade para as aprendizagens e a melhoria da qualidade de vida dos alunos”.

Mais a norte, Fernando Emídio dá a cara pelo “Mind Up”, destinado ao primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas da Marinha Grande. São mais de 500 os alunos que beneficiam do programa que se divide em dois: se por lado há 15 sessões durante 15 semanas, cujos temas vão variando (as aulas iniciais são dedicadas às bases da neurociência), por outro há práticas de meditação em plena sala de aula. “Os exercícios são à volta do som e da respiração, e são idealmente postos em prática três vezes por dia: de manhã, depois de almoço e ao final da tarde”, explica Fernando Emídio. Os resultados de trazer a atenção dos mais novos para o “aqui e agora” são palavras também repetidas por Dulce Gonçalves: redução significativa da impulsividade, dentro e fora da sala de aula, e menos ansiedade nos testes.“Há essa capacidade de manter a atenção sustentada durante mais tempo e menos ansiedade quando se faz isto antes dos testes.”

O projecto “O Pequeno Buda”, que o criador Tomás de Mello Breyner diz ser, por enquanto, o único 100% nacional (os outros dois derivam de conceitos existentes além-fronteiras), também começou em 2015, o que ajuda a provar que este é um “movimento”, se assim o pudermos chamar, particularmente recente. A ideia foi implementada numa primeira escola e, um ano depois, outras 19 se seguiram, a maior parte delas privadas e situadas em Lisboa, embora já existam parcerias no Porto e no Algarve. “Trabalhamos com a Associação de Escolas João de Deus, que é semi-privada, e estamos agora a trabalhar com o município de Coruche”, explica ao Observar Tomás de Mello Breyner. O homem que começou por estudar gestão de marketing viu a sua vida mudar quando foi diagnosticado com síndrome de Ménière (doença incurável que afecta os ouvidos, sendo que um dos sintomas passa pela perda de audição). O caminho para a aceitação do que era inevitável passou pelo ioga e, mais tarde e de forma espontânea, pela… meditação.

“O Pequeno Buda” funciona em três passos. O primeiro consiste na formação dos professores, para que estes estejam capacitados a fazer exercícios de meditação na sala de aula, e o segundo no facto de ser Tomás e a própria equipa a iniciar as técnicas de meditação entre os mais novos. “Depois, passado um determinado tempo, fazemos visitas. No fundo, é uma espécie de controlo de qualidade”, diz, referindo-se à última etapa. A máxima, garante o criador, é tirar um pouco o pé do acelerador e deixar que os Budas em formato mini sintam o “poder do silêncio, da respiração e da paz”.

Os benefícios e os principais desafios da meditação

Segundo alguns estudos, tal como se lê no livro “Filosofar e Meditar Com as Crianças” (editora Arena), a capacidade de concentração das crianças não vai além dos oito segundos — para muitos pais, arriscamo-nos a dizer, talvez não sejam precisas quaisquer conclusões científicas para atestar a ideia, basta vê-los correr pela casa em resposta ao “vamos fazer os TPC”. Para Rosário Carmona e Costa, que já antes falou sobre o perigo das novas tecnologias, a meditação (ou as práticas a ela associadas) pode ser uma resposta à contínua exposição dos mais novos aos muitos estímulos existentes. “A meditação faz com que o nosso pensamento acalme e nós só aprendemos quando estamos calmos e disponíveis. Não só na escola, mas também ao nível do comportamento e no regular das emoções”, explica a psicóloga clínica.

 

Miúdos com défice de atenção ou que sofram de ansiedade podem, na opinião de Rosário Carmona, beneficiar deste tipo de práticas, até porque uma criança que esteja habituada a parar consegue criar mais facilmente tolerância à frustração, além de ser capaz de se autoregular melhor. “Ganhos secundários passam pela maior empatia e menor agressividade”, continua a também autora do livro “iAgora”.

Investigações feitas lá fora sugerem o mesmo. Num artigo do The New York Times, datado de maio de 2016, dão-se conta de pelo menos três estudos com conclusões semelhantes. A título de exemplo, um deles, de 2015, focou-se em alunos do quarto e quinto ano que, findo um programa de meditação de quatro meses, revelaram melhorias ao nível das funções executivas — controlo cognitivo e flexibilidade cognitiva –, além dos significativamente melhores resultados a matemática.

Apesar dos benefícios apontados — que, em última análise, consistem na redução dos níveis de stress — é difícil implementar hábitos de meditação entre a família. Não é só uma questão de logística do dia-a-dia, com os pais a não saberem como e quando começar a meditar, mas em causa está também a falta de informação. “Muitas vezes está associada a uma coisa mais esotérica. Há a ideia de que a meditação precisa de tempo e de espaço”, acrescenta Rosário Carmona. João Paula, professor de mindfulness, concorda. “Há muita ignorância”, atira. “Há quem ache que vamos levitar.” O objectivo de quem dá aulas de mindfulness não passa por criar o hábito da meditação diária, explica. A ideia é simplesmente dotar os alunos de uma ferramenta para a vida.

Um dos principais argumentos a favor da meditação é o facto de miúdos e graúdos viverem num mundo cada vez mais digital, onde há um excesso de informação de tal ordem que as crianças perdem a capacidade de desfrutar do presente. Se, de facto, existem estudos que sugerem que uma criança tem uns escassos oito segundos de concentração, há outros que defendem que, por dia e em média, existem 80.000 pensamentos a entrar e a sair da nossa cabeçacomo se esta fosse uma autoestrada concorrida. A meditação surge, neste contexto, como um kit de primeiros socorros, mas é preciso assegurar que, segundo o livro “O Pequeno Buda”, algumas regras sejam cumpridas:

  • quanto mais longa for a meditação, mais calma ficará a nossa mente;
  • apenas um praticante pode ensinar uma criança a meditar;
  • uma prática de meditação para uma criança de 5 anos não é a mesma para uma de 12;
  • é preciso distinguir o objetivo da meditação: o “relaxamento”, que está relacionado com a capacidade de induzirmos na criança um aumento dos níveis de tranquilidade e bem-estar, destina-se a praticantes mais novos, enquanto o “aumento da capacidade de foco”, que assenta na concentração e atenção, destina-se aos mais velhos                                                                        Depois da meditação, a filosofia?

Frédéric Lenoir já deu workshopsfilosóficos a centenas de crianças em todo o mundo francófono, de Paris a Montreal, no Canadá, passando por Genebra, na Suíça, e Guadalupe, nas Caraíbas. A aventura levou-o a escrever o livro “Filosofar e Meditar com as crianças”, recentemente publicado em português pela editora Arena. Nele escreve que as crianças têm “a extraordinária capacidade de questionar o mundo, de se interrogarem, de se maravilharem, de confrontarem os seus raciocínios, em suma, de se entregarem à filosofia”. É com base nos workshops que lecionou em diferentes escolas, e seus resultados, que Lenoir defende que a aprendizagem da filosofia deveria começar logo na escola primária, ao invés de arrancar no ensino secundário.

Considerando as crianças do ensino pré-escolar, é preciso ter em conta que estas não deverão ser capazes de desenvolver verdadeiras argumentações logo nas primeiras sessões, mas a evolução tende a ser progressiva com o tempo. A filosofia, e os métodos que dela derivam, têm como principal objetivo permitir que a criança desenvolva o seu pensamento pessoal e aprenda a discutir com terceiros.

“A outra vantagem dos ateliers de filosofia no ensino pré-escolar é permitir que as crianças aprendam a escutar-se e a trocar pontos de vista do mundo construtivo. Quando animei um primeiro atelier de filosofia em Genebra, a escola La Découverte, reparei que as crianças do ensino pré-escolar que já praticavam este tipo de discussão com a sua educadora tinham as regras bem interiorizadas: cada uma dá a sua opinião livremente, escuta as outras e exprime o seu acordo ou o seu desacordo”, escreve Frédéric Lenoir.

De referir que os ateliers do autor começavam sempre com uma pequena sessão de exercícios associados à meditação: “Ao fim de duas ou três sessões na aula, a maioria dos alunos continuou espontaneamente a praticar meditação em casa, muitas vezes para se acalmarem quando se sentiam dominados por uma emoção, como a cólera, por exemplo”. A ideia de escrever o livro veio, então, da necessidade de partilhar com pais e professores as “virtudes da meditação e dos debates filosóficos para as crianças”.

O livro em causa é feito, na sua maioria, com relatos de crianças e estas são algumas das suas conclusões sobre a prática da meditação:

  • Violette (9 anos): “Serve para acalmar a minha raiva quando vou ralhar com a minha irmã mais nova”;
  • Castille (9 anos): “Faz-me esquecer todas as coisas que me enervam, que me stressam”;
  • Clarrise (10 anos): “A mim, ajuda-me quando estou furiosa. Faço isso, e ajuda-me a já não fazer movimentos bruscos”;
  • Édouard (9 anos): “A mim, ajuda-me a adormecer, porque, na verdade, adormeço a fazer meditação”;
  • Hector (9 anos): “Às vezes, quando estou a fazer revisões e penso noutra coisa ao mesmo tempo, bem, isto ajuda-me a acalmar-me e a concentrar-me”.

Fonte: Observador

Maior monumento do Budismo Tibetano em Alcácer do Sal

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O monumento cuja inauguração está marcada para 30 de setembro está quase concluído e representa de acordo com o Lama Guyrme, responsável pelo Centro de Retiros do Budismo Tibetano, localizado em Santa Susana (Alcácer do Sal) uma das primeiras aspirações da comunidade instalada no concelho desde 2015. Após a inauguração, o monumento pode ser visitado por todos os interessados. Instalado em Santa Susana, o Centro de retiro do Budismo Tibetano é procurado e conhecido em todo o Mundo e o espaço fica agora mais valorizado com a construção do monumento, disse o Lama Guyrme.
O centro é um pólo de promoção da cultura tibetana e dos ensinamentos do Buda, mas também um centro de retiros com capacidade para albergar praticantes provenientes de vários pontos de Portugal e da Europa para receberam ensinamentos específicos das tradições do budismo tibetano.