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Guen Kelsang Sangden é a directora espiritual nacional dos Centros Budistas Kadampas no México, Nicarágua, Colombia e Chile. É originária da Irlanda do Norte e reside no México desde há 19 anos. Com um sorriso, a mestre estabelece a forma como os ensinamentos budistas podem ajudar-nos a cultivar a vida pacífica para melhorar os nossos estados mentais.
O que significa mudar a nossa natureza do mal para o bem? O que está errado com a nossa natureza?
A desvantagem da nossa natureza é o nosso egoísmo. E pensar que somos o centro do universo leva ao egoísmo, raiva, apego, orgulho, arrogância, intolerância e impaciência. E dessa atitude egoísta para fora saem todos os estados mentais negativos.
O que se refere quando diz que esses ensinamentos são um método científico?
Método científico significa que ele é testado e comprovado de que se o fizermos, produz sempre o mesmo efeito. Neste caso, se estimar os outros é definido que vamos experimentar a paz e a felicidade mental. Se continuarmos com transtorno obsessivo e a autopreocupação, é definido que vamos gerar estados negativos da mente e vamos experimentar o sofrimento. Estamos acostumados a que a ciência é algo externo, como a ciência física, química ou biológica. Esta é a ciência interior de como a mente funciona. Se a nossa mente está em paz, sentimo-nos sempre felizes. Esta é a melhor maneira de beneficiar os outros de maneira prática.
De um modo geral, as pessoas concordam que o egoísmo é uma coisa negativa, mas por que lutamos para vencer o egoísmo?
Acho que é porque nós não entendemos que é algo negativo. Nós acreditamos que é algo necessário. Nós todos queremos ser felizes e acreditamos que a forma de assegurar a nossa felicidade é apenas um pensamento. Acreditamos que o papel de tudo e de todos está a fazer-nos felizes. Isto leva, necessariamente, à frustração, raiva e impaciência, porque sentimos que a função de todos nós agradar e quando os nossos desejos não são cumpridos incomoda. Eu acho que a maneira de nos convencer de que o egoísmo precisa ser reduzido e eliminado é através da experiência. Este é o método científico. Se eu sentir que o pensamento dos outros diminui os meus estados mentais perturbadores, eu começo a ser mais paciente, amorosa, solidária e isso dá necessariamente paz. Se eu considerar os outros, sinto-me bem, e em seguida, observa-se empiricamente que isso funciona.
Como podemos realmente pratica-lo?
Não é o suficiente para dizer: não seja egoísta. Precisamos ouvir uma e outra vez os ensinamentos, contemplá-los e levá-los a sério na meditação. A meditação é precisamente o método de deshabituar desses maus hábitos mentais, verbais e físicas de agir de forma tão egoísta e familiarizar-nos com estados mentais dos pacientes amorosos e virtuosos. Podemos pensar que a meditação é o método para familiarizar a mente com pensamentos virtuosos.
As pessoas que têm outras crenças religiosas, ou que não têm, pode aplicar esses ensinamentos?
Não só eles podem, mas todos eles precisam disso porque nos ensinamentos budistas, explicar como funciona a mente e esta é uma informação para todos, independentemente do estilo de vida ou crenças do povo. Precisa de entender como a mente funciona, e por causa da mente depende felicidade e sofrimento. Do lado dos ensinamentos não há nenhuma exigência sobre o que a pessoa cria, sobre o que cada pessoa tem de adoptar e ou no que acreditar no que acreditar. O objetivo é para melhorar as nossas vidas, e resolver os nossos problemas de dentro.
Fonte: El Nuevo Diário. Foto: Alejandro Sanchez
Normalmente as pessoas perguntam qual é a posição do Budismo e dos budistas com relação a política, em virtude de um imaginário popular, que as pessoas têm com relação a uma postura calma e tranquila dos seguidores budistas sobre este assunto.
Todos sabem o que é a política. É a arte de conduzir os povos rumo as realizações mais elevadas, como nos falavam os sábios e como nos mostravam os sábios de antigamente e como nos mostram as arquiteturas sagradas das pirâmides (egípcias e mesoamericanas) e zigurates. Pois o objectivo é propiciar o impulso necessário para a realização do ser humano na sua iluminação e na promoção do bem e da justiça.
O Budismo não tem pretensões políticas, mais precisamente, político-partidária, pois o objectivo é estar acima da política, ou seja, ser supra política, orientando os homens com os seus ensinamentos, baseados na Lei de Causa e Efeito, a um direcionamento nas ações correctas.
O posicionamento do Budismo frente a política é de apoio ao melhor, ou seja, ao mais sábio e virtuoso que irá governar os recursos e a sociedade, como nos dizia Platão, na sua obra a “República”. Desta forma o Budismo apoia a verdadeira aristocracia. Pois são os homens virtuosos que possuem a condição e potencialidade para conduzir os povos.
Contudo, na ausência de homens virtuosos e sábios o Budismo retira o apoio e se abstêm da política em virtude da postura contrária aos corruptos e imorais, que ansiosos por controlar a sociedade e famintos pelo poder trazem mazelas terríveis para a sociedade. E as tradições budistas não são coniventes com esta conjuntura.
Uma das questões que o budismo aborda com relação a política é a sua actuação dentro do processo civilizatório, pois o Dharma é o caminho para a realização dos homens na sua elevação espiritual. Mesmo com a sua retirada na política em virtude do desencaminhar ocorrido, os budistas compreendem e respeitam a necessidade da política para os homens comuns, mas com a conjuntura decadente e oclocrática ocorre uma oposição aos regimes corruptos.
Os ensinamentos do Buda mostram-nos que são as ilusões e os desejos que movem os homens para as realizações, porém o apego as ilusões é que distorcem os caminhos e levam as sociedades a decadência. O Buda adverte-nos:”Percebam que este mundo é impermanente, que as nações são inseguras e instáveis…”. Principalmente nos momentos de decadência gerada pelas paixões e ilusões, que nos desviam dos caminhos correctos e seguros para as missões que temos na vida.
Autor: Professor Roberto Bastos
O ego, escreve o filósofo budista Han de Wit, “é também uma reacção afectiva ao nosso campo de experiência, um movimento mental de recuo baseado no medo”. Por medo do mundo e dos outros, por receio de sofrer, por angústia sobre o viver e o morrer, imaginamos que ao escondermo-nos dentro de uma bolha — o ego — estaremos protegidos. Criamos, assim, a ilusão de estarmos separados do mundo, acreditando que dessa forma evitaremos o sofrimento. Na realidade, o que acontece nesse caso é justamente o contrário, uma vez que o apego ao ego e à auto-importância são os melhores ímãs para atrair o sofrimento.
O genuíno destemor surge com a confiança de que seremos capazes de reunir os recursos interiores necessários para lidar com qualquer situação que surja à nossa frente. Isso é totalmente diferente de retirar-se na auto-absorção, uma reacção de medo que perpetua profundos sentimentos de insegurança.
Cada um de nós é, de facto, uma pessoa única, e está certo reconhecermos e apreciarmos quem somos. Mas ao reforçarmos a identidade separada do ego, perdemos a sintonia com a realidade. A verdade é que somos fundamentalmente interdependentes das outras pessoas e do ambiente. A nossa experiência é o conteúdo do fluxo mental, do continuum da consciência, e não há justificativa para ver o ego como uma entidade distinta desse fluxo.
Imagine uma onda que se propaga, influencia o ambiente e é influenciada por ele, sem que por isso se transforme no meio de veiculação ou transmissão de qualquer entidade particular.
Porém estamos tão acostumados a fixar o rótulo de “eu” a esse fluxo mental, que chegamos a nos identificar com este último e temer o seu desaparecimento. Segue-se daí um poderoso apego ao ego e à noção de “meu” — meu corpo, meu nome, minha mente, minhas posses, meus amigos, e assim por diante — que leva ao desejo de possuir ou ao sentimento de repulsa pelo “outro”.
É assim que os conceitos de “eu” e “outro” se cristalizam na nossa mente. Ficamos com a impressão errada de que existe uma dualidade irredutível e inevitável, criando assim a base para todas as nossas aflições mentais, como o desejo alienante, o ódio, o ciúme, o orgulho e o egoísmo.
Nesse ponto percebemos o mundo através do espelho deformante das nossas ilusões e permanecemos em desarmonia com a verdadeira natureza das coisas, o que leva à frustração e ao sofrimento.
Matthieu Ricard
O Tantrismo, de que actualmente tanto se fala, não é apenas mais um género de filosofia que tenha surgido recentemente. Uma mistura de ioga, meditação, budismo, caracteriza o tão badalado Sexo Tântrico.
Quem julga que após este artigo vai praticar sexo tântrico de um dia para o outro, engana-se! Primeiro porque o Tantrismo é uma arte, uma filosofia de vida, que não pode ser adoptada de um momento para o outro e, depois, porque o sexo tântrico não é tão simples como possa pensar. Requer tempo, aprendizagem e conhecimentos!
Nascido na Índia Medieval, o Tantrismo remonta a filosofias tão antigas como o Budismo. Praticado a partir do século IV, o Tantrismo é um ensinamento que tem vindo a ser passado de geração em geração, por via oral, do mestre para o seu discípulo. Aliás, talvez não seja por acaso que ‘Tantra’ significa exactamente continuidade, sucessão e desenvolvimento contínuo.
A energia é a palavra chave desta filosofia de vida. É necessário despertar a energia, elevá-la o mais alto possível, até atingir o seu expoente máximo, e depois aprender a dominá-la. Por isso, o Tantrismo eleva os impulsos e os desejos sexuais ao seu mais alto nível, aprendendo a geri-los e a dominá-los à vontade do ser humano, embora nunca sejam reprimidos, à excepção da ejaculação. Aqui, no sexo tântrico, a energia é materializada na mulher. Os corpos são puros, quase sagrados, idolatrados na sua essência e funções.
Para além do prazer, o Tantrismo defende a união sexual do homem e da mulher, em que a mulher representa Shakti, e o homem Shiva. Não se trata apenas da união de duas corpos que se fundem no acto sexual, mas também a fusão entre as duas forças do mundo: o homem e a mulher num sentido espiritual e sexual.
É esta ligação dos corpos que os fiéis do sexo tântrico apelidam como divina e única, o verdadeiro símbolo da criação e procriação de tudo o que nos rodeia. Nos dois corpos que se tornam uno está realmente o nascimento do universo, e a cada momento que os corpos se fundem celebra-se mais um momento de criação humana.
Na teoria tântrica a verdadeira importância da fusão dos corpos está centrada na energia. Esta energia está em todo o nosso corpo, fluindo por todos os locais energéticos que possuímos.
A nuca, os órgãos genitais a coluna, a testa e o estômago são os centro energéticos do corpo ou, em linguagem mais correcta, os chakras, pontos concentrados de energia. É ajudando a fluir melhor ainda essa energia e a recebê-la correctamente que os praticantes de sexo tântrico se centram. Mas, só é possível uma melhor fluidez da energia através de exercícios de meditação, respiração e concentração, que os levam a atingir um expoente sexual máximo e duradouro. Só assim é possível manobrar e controlar essas energias!
A mulher é quem rege as regras para que os corpos se fundam. O homem terá que lhe dar prazer, sem ejacular, concentrando-se o máximo possível no acto.
Controlando-se até à exaustão, o homem deverá conseguir aumentar o desejo à sua companheira e esta ajudá-lo a ele a conter-se. Indubitavelmente, é necessário uma grande concentração de ambas as partes, para que a fusão dos corpos dure uma hora, tempo médio dos praticantes de sexo tântrico, embora o tempo tenha a ver com uma questão de prática pois há mesmo quem consiga durar horas com o sexo tântrico. Os orgasmos podem durar 15 minutos, e a parceira fica sempre por cima ou à frente, pois é ela que controla sempre a situação.
Muitas das posições são características do reino animal e, por isso, muitas das posições do sexo tântrico remontam sempre para a incursão de animais nos nomes das mesmas. As técnicas de respiração, postura, concentração são indispensáveis para a prática do sexo tântrico, senão seria impossível ter o potencial de equilíbrio que os seus praticantes possuem. Além do mais, os músculos devem ser controlados.
A mulher deve contrair os seus músculos genitais durante 5 segundos e depois descontrair. Assim, a mulher pode ‘aprisionar’ o sexo masculino e depois libertá-lo um pouco mais, sempre que ela entender. A relação sexual é dominada por ela, mas sempre com o auxílio do homem.
A realização de sexo tântrico não é para uma ‘noite de engate’. O Tantrismo implica um conhecimento prévio da pessoa, das suas capacidades, e é necessário que haja uma grande intimidade entre eles para que seja possível controlarem as suas energias e concentrarem-se. Para os casamentos que caíram na rotina, o sexo tântrico é como um milagre trazido dos Deuses. A desinibição do casal é total, há uma maior cumplicidade e a alma e corpo de cada um é purificada pelas energias que fluem no corpo, mas que o casal aprende a controlar.
Para além de uma junção entre o sexos, existe acima de tudo uma forte actividade espiritual. O objectivo do Tantrismo é alcançar essa purificação e equilíbrio espiritual através do acto sexual, lento, demorado, mas totalmente controlado.
No Tantrismo não existem relações sexuais rápidas! Tudo é lento e implica a máxima concentração, técnica de respiração e relaxamento. Crie você e o seu companheiro um espaço para o sexo tântrico, com velas, música ambiente. Deixe estar a queimar incenso, tome um banho perfumado antes, e opte por travesseiros e um colchão confortável.
Tome uma refeição leve, com afrodisíacos, usem óleos aromáticos, e excluam posições nas quais a mulher se possa cansar. Um conselho: consulte pormenorizadamente o Grande Livro do Tantra!
Fonte: Mulher Portuguesa
Gueshe Tenzing: “No Budismo o medo não existe, é uma visão errada da realidade”.
O diretor espiritual do único mosteiro budista da Galiza, na nossa vizinha Espanha, que fica localizado em Ventoselo de Beariz (Ourense), deu uma palestra sob o tema “Como superar o medo”.
“Imagine que nós caminhamos, e há pouca luz e vemos alguma coisa enrolada na relva que nos faz medo, porque acreditamos que é uma cobra, quando eles são realmente apenas dois cordões torcidos brancos e negros. Senão dermos valor a essa realidade que é algo errado, então não devemos temer. Por isso a partir da filosofia budista, o medo é apenas uma percepção falsa da realidade que provoca a mente “.
Esta foi uma das chaves, aparentemente simples, com que o Mestre tibetano Ven Geshe Tenzing Tamding, Director espiritual do mosteiro Chu Sup Tsang Ventoselo de Beariz (Ourense), o único mosteiro budista na Galiza, deu na biblioteca municipal da cidade, lotado por um público muito heterogeneo para ouvir a sua palestra intitulada “Como superar o medo”.
A sua mensagem continha na realidade, algumas dessas chaves da filosofia budista, cada vez mais seguida no mundo, para alcançar a felicidade, uma felicidade que não é parte de nenhum dogma de fé, mas sim de um Compromisso.
Nascido no Tibete em 1965, foi com apenas 12 anos, exilado para a Índia e foi ordenado monge por Tenzing Gyatso, ou seja, por Sua Santidade o XIV Dalai Lama, do qual foi tradutor durante muitos anos. Geshe Tenzing chegou a liderar o mosteiro budista Chu Sup Tsang. Na noite da palestra, criou emoção com a sua presença em Ourense, porque apenas visita o mosteiro duas ou três vezes por ano para participar em cursos de formação que são dadas apenas nesta secção na Europa. E irá seguir, dando conferências na Galiza, e de seguida, pelas Américas numa viagem imparável.
Num discurso para iniciantes, ele aprofundou a diferença entre o “eu” auto-existente, do qual surgem essas falhas que geram medo, quando na realidade é o “eu” interdependente, que a partir de uma filosofia budista mais profunda nesse sentido e que nos faz interelaccionar com os outros “todos”.
“Essas mentes erradas estão causando sofrimento nos seres humanos, através do engano, orgulho ou rancor por exemplo.” Para que isso acabe, estas “mentes negativas que produzem um medo infundado, deve-se concentrar na felicidade, devemos fortalecer a mente positiva e amor, paciência, compaixão”, afirmou. Acabamos sofrendo, diz Geshe Tenzing, “os mesmos sentimentos negativos que provocam nos outros, e causando apenas dor pelo sofrimento no longo prazo”.
Ele entende que, no meio de uma sociedade no caos, é normal “que cada vez há mais pessoas no ocidente mais próximas, desta filosofia de vida, que é o budismo reconheceu Geshe Tenzing, que é considerado uma autoridade para os seus milhões de seguidores.
Assim, “a mente negativa não é a verdadeira natureza da mente, mas uma mancha que podem ser removida gradualmente, se trabalharmos para tal e assim os resultados virão com o tempo”, afirmou.
Ele indicou que esta reciprocidade de dar para receber, desenvolver uma atitude e pensamentos mais positivoa com a família e pessoas mais próximas, não só melhora a sua saúde, mas o trabalho, a economia, tudo será melhor”, afirmou.
A Fundação Chu Sup Tsang é dedicada a preservar a cultura tibetana e arte budista e filosofia neste parte de Espanha. O seu objectivo é instaurar na Espanha uma réplica das principais universidades que estavam no Tibete.
Fonte: Faro de Vigo Foto: Jesus Regal
A Green Trekker está a organizar a segunda edição de visita ao Mosteiro Budista Sumedhãrãma, em Pinhal dos Frades, perto da Ericeira. A próxima é dia 5 de Março e está marcada uma visita guiada com início às 11:30.
Reza a lenda que Budha nasceu, alcançou a iluminação, viveu, ensinou e morreu na floresta. Um excelente ponto de partida para a visita ao mosteiro que alberga seis monges residentes que perpetuam a disciplina e filosofia budista com base na muito antiga tradição tailandesa da floresta do mosteiro de Wat Nong Pah Pong.
Esta será, assim, uma oportunidade única de tomar contacto com o dia-a-dia desta comunidade e conhecer mais profundamente a sua filosofia de vida. No final os presentes serão ainda convidados para uma sessão de meditação.
O preço do bilhete é de €10 por pessoa e parte deste valor reverte a favor a favor das obras do novo Mosteiro, que será construído num terreno próximo com área de 10 hectares.
Fonte: Ericeiramag.pt Foto: João Sá Nogueira
É difícil encontrar alguém que comece a praticar yoga e desista da prática algum tempo depois simplesmente porque não gostava mais. Mas os benefícios vão muito além da prática ser agradável e relaxante, segundo apontam estudos recentes. Ela também é capaz de alterar o ADN humano de forma positiva !
Embora a descoberta pareça surpreendente, ela só reafirma estudos, que indica que a meditação pode alterar as células do nosso corpo. Diversos jornais, revistas e sites pelo mundo já indicavam a prática de yoga como uma maneira de reduzir a ansiedade, depressão, dores musculares e até mesmo diminuir a pressão sanguínea . Um dos estudos que mostra que os benefícios da prática podem ser ainda maiores foi proposto pela Universidade de Harvard e divulgado no site Natural News .
Os investigadores mostram que a yoga pode ter um impacto positivo na função metabólica a nível celular , melhorando a absorção de nutrientes e auxiliando na prevenção de doenças crónicas. Para chegar a esse resultado, eles observaram dois grupos de participantes: o primeiro praticava yoga e mindfulness, enquanto o segundo não realizava nenhuma das actividades .
Após um período de oito semanas, os cientistas tiraram amostras de sangue dos dois grupos e descobriram que aqueles que praticavam yoga apresentavam modificações em mais de 2,2 mil genes – a maioria deles exibindo melhorias no seu funcionamento, embora cerca de 900 destes genes tenham apresentado diminuição das suas actividades . A principal mudança positiva deu-se em relação ao stress oxidativo, responsável pelo aparecimento de diversas doenças degenerativas.
Outro estudo similar foi conduzido com sobreviventes de cancro e apresentado pela Universidade de Calgary . Os investigadores observaram um grupo de sobreviventes que participavam em classes de yoga semanalmente, bem como outro que não havia aderido à pratica. Através de amostras de sangue, eles puderam comparar os dois grupos e perceberam que os primeiros apresentavam um telômero mais longo, o que costuma ser associado a uma maior sobrevivência pós-cancro.
Fonte: Hypness
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